O crime brutal, que aconteceu em agosto de 2011, gerou grande comoção em Uberaba. Edson Fernandes matou as vítimas com golpes de podão
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) expediu ofício à Comarca de Uberaba comunicando a anulação do júri popular de Edson Fernandes de Ávila, assassino confesso da esposa Jane Luce Paiva de Ávila e das cunhadas Dilza Maria de Paiva e Luzia Maria de Paiva.
A anulação da condenação ocorreu após o recurso interposto pela defesa ser acatado, na quinta-feira da semana passada, pela 2ª Câmara Criminal. O advogado Leuces Teixeira de Araújo questionou a decisão dos jurados em condenar Edson a 57 anos de prisão pelo triplo homicídio durante o júri popular realizado em março de 2014. Para ele, o resultado foi contra a prova contida nos autos, pois desconsiderou o laudo médico emitido por duas médicas de hospital psiquiátrico de Barbacena. O documento homologado judicialmente atestou a semi-imputabilidade do réu.
Por outro lado, o acórdão do julgamento só será publicado no dia 21 de janeiro do ano que vem no Diário da Justiça eletrônico. Somente após a publicação, o Ministério Público pode ajuizar recurso contra a decisão colegiada do TJ.
Embora o júri popular tenha sido anulado, o réu continua preso na Penitenciária de Uberaba. O crime brutal, que aconteceu no dia 8 de agosto de 2011, gerou grande comoção em Uberaba. Edson Fernandes matou as vítimas com golpes de podão, principalmente nas regiões da cabeça, pescoço e tórax.