
Após cogitar algumas alternativas, a Coréia do Norte anunciou que não irá participar dos Jogos Olímpicos de Tóquio, como maneira de proteger os seus atletas da crise sanitária. A revelação foi realizada pela agência de notícias sul-coreana Yonhap. Dessa forma, a Coreia do Norte é a primeira nação a confirmar que não enviará uma comitiva de atletas até a capital japonesa para disputar as Olimpíadas, que têm seu início marcado para o dia 23 de julho.
Segundo a Reuters, uma agência de notícias, essa medida só foi tomada após uma longa reunião do Comitê Olímpico da Coreia do Norte, que contou com a presença do ministro de esportes do país, Kim Il Guk. Na reunião diversas questões foram postas em pauta, como a busca por medalhas olímpicas, assim como o desejo do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, de transformar a nação em um modelo quando o assunto é atletismo. Nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, por exemplo, o país abocanhou duas medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze, ficando na 34º colocação do torneio. A nível de comparação, o Brasil que teve nesta edição sua melhor participação na história dos jogos, ficou na 13º posição, conseguindo finalmente a primeira medalha de ouro no futebol masculino. Esperamos que na edição deste, este feito se repita, e além de torcer pelo Brasil, podemos aproveitar as plataformas que permitem dar palpites de jogos de futebol grátis e fazer uma fezinha na seleção canarinho.
Já a capital da Coreia do Sul, Seul, vem se adiantado no cronograma esportivo e se colocou à disposição do Comitê Olímpico Internacional (COI) para sediar as Olimpíadas de 2032, junto a Pyongyang, capital norte-coreana. Mas a Austrália vem sendo cotada como favorita para sediar o evento em 2032.
Histórico recente
A Coreia do Norte se destaca em alguns esportes, como no levantamento de peso, sendo que o país era favorito em conquistar medalhas em pelo menos três categorias do feminino. Além do levantamento de peso, outras modalidades que tinham atletas com ótimas chances de ocupar o pódio eram na ginástica artística, wrestling e saltos ornamentais. Ao todo, o país asiático já contava com 16 atletas com vagas asseguradas para o evento, em oito esportes diferentes.
Essa também não é a primeira vez que o país asiático decide ficar de fora dos Jogos Olímpicos. Em 1988, na edição de Seoul, tanto a Coreia do Norte quanto Cuba acabaram boicotando o evento, e não indo até a Coreia do Sul.
Aliado de peso
Recentemente, o Primeiro-Ministro japonês, Yoshida Suga, tornou-se o primeiro chefe de Estado a visitar a Casa Branca sob o governo de Biden. E ele aproveitou a oportunidade para confirmar que o Japão tem feito o máximo possível para garantir a segurança das Olimpíadas de Tóquio. De acordo com Yoshida Suga, “o Comitê Organizador está fazendo todo o possível para conter a infecção e realizar Jogos seguros e protegidos de perspectivas científicas e objetivas. Expressei minha determinação em realizar as Olimpíadas e Paralimpíadas de Tóquio como um símbolo de unidade global neste verão, e o presidente Biden mais uma vez expressou seu apoio”.
Após o encontro entre os dois líderes, a Casa Branca soltou um comunicado oficial, confirmando o que o Primeiro-Ministro japonês disse. Segundo a nota, “Ambos os líderes expressaram seu orgulho pelos atletas norte-americanos e japoneses que treinaram para esses Jogos e estarão competindo nas melhores tradições do espírito olímpico. Também acabou sendo revelado que o presidente do COI, Thomas Bach, irá para o Japão em breve, para participar da cerimônia de revezamento da tocha olímpica em Hiroshima, que deve ocorrer no dia 17 de maio. Dessa forma, acredita-se que Bach irá reiterar o compromisso de realizar as Olimpíadas no Japão.