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Sérgio Martins explica que o calendário será divulgado neste mês e a liberação vai ocorrer de março a julho, conforme o aniversário da pessoa
Saque de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), vinculadas a empregos anteriores e que estavam paradas, está previsto para acontecer entre março e julho. Cerca de 10 milhões de trabalhadores têm direito ao saque. Entretanto, não é preciso correr na primeira agência da Caixa Econômica para verificar, é melhor se informar antes pelo site ou pelo aplicativo da instituição.
Dados do Conselho Curador do FGTS revelam que existem hoje 18,6 milhões de contas inativas há mais de um ano, com um saldo total de R$ 41 bilhões. A expectativa do governo é de que 70% dos 10 milhões de trabalhadores com direito ao saque procurem a Caixa para acessar os recursos. Levando-se em consideração as contas ativas, o saldo total do FGTS é hoje estimado em cerca de R$500 bilhões.
Para muitos, este será um dinheiro a mais e poderá ajudar a equilibrar as contas. Mas, segundo o economista Sérgio Martins, se a pessoa possui uma conta inativa (contratos que estão extintos seja pelo pedido de demissão ou a pessoa que foi demitida por justa causa), não precisa de correria. Ainda em fevereiro será divulgado o calendário e a liberação vai ocorrer de março a julho, seguindo a data de aniversário de cada pessoa.
Porém, é possível saber antes se possui alguma quantia a receber. “No site da caixa, a pessoa acessa o link de programas sociais/FGTS e neste local é possível saber se possui e quanto possui. Mas para isto ela vai precisar cadastrar uma senha, e isso é feito no próprio site. Além disso, ela pode também se informar através do aplicativo do FGTS e ainda pelo Cartão Cidadão nos terminais de caixas eletrônicos”, explica.
Portanto, para evitar correria e busca intensa no banco, é importante que a pessoa se informe antes e respeite o que será anunciado no cronograma.
Sobre o que fazer com o dinheiro a receber, Sérgio repassa algumas orientações. “Primeiro, se a pessoa tiver dívida, ainda mais se for vencida, deve utilizar o dinheiro para quitá-la. Agora, a segunda medida, mais eficaz – se não houver dívidas e não tiver com o que gastar – é guardar o dinheiro, depositá-lo em poupança, fundo de investimento ou renda fixa, para que seja uma reserva para quando precisar de algo futuramente. Todas estas aplicações rendem mais que a conta do FGTS”, explica.