GERAL

Trabalhador uberabense não conta com Defensoria Pública para acionar INSS

Com a ausência da unidade, estes trabalhadores, grande parte sem condições financeiras, ficam dependendo da nomeação de um advogado

Daniela Brito
Publicado em 05/02/2015 às 09:23Atualizado em 17/12/2022 às 01:34
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Por falta de uma unidade instalada na comarca de Uberaba, trabalhadores principalmente carentes, que buscam acionar o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), não têm como utilizar a Defensoria Pública da União – órgão responsável por prestar assistência jurídica gratuita, principalmente em processos relativos aos benefícios e aposentadorias.

Se existisse na comarca uberabense a Defensoria Pública da União, esta poderia representar o segurado perante o INSS, os Juizados Especiais Federais ou a Justiça Federal, principalmente quando o órgão previdenciário se negar a conceder o benefício administrativamente. Com a ausência da unidade, estes trabalhadores, grande parte sem condições financeiras, ficam dependendo da nomeação de um advogado dativo pelo juiz federal, conforme explica o coordenador da Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais, Marcelo Tônus de Melo Furtado.

De acordo com ele, unidades da Defensoria Pública da União estão instaladas apenas nas capitais e em algumas cidades-polo, como, por exemplo, Uberlândia. “São unidades que funcionam com pouco pessoal. Às vezes, existe apenas um defensor”, informa. Para ele, o Estado deve promover a melhoria da assistência jurídica nesta área, pois se valer de advogados dativos, segundo ele, atenta contra a Constituição Federal.

 

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