Os trabalhadores da fábrica MWM Motores, na zona sul de São Paulo, aprovaram em assembléia, na manhã de ontem, a proposta da empresa de redução de jornada e salário, com garantia de emprego de quatro meses e meio. No início da tarde de ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo realiza assembleia com os trabalhadores da autopeças Sabó, na zona oeste da cidade. Na pauta, também está a proposta de redução de jornada de trabalho e de salário. Pela proposta aprovada pelos profissionais da MWM, haverá a redução de 20% da jornada e 16,5% do salário, com estabilidade de emprego de 135 dias. Segundo Miguel Torres, presidente do sindicato, o acordo foi uma alternativa diante da ameaça de 700 demissões na empresa - ao todo, a fábrica de motores tem 2.799 funcionários. “Desde novembro, a empresa já tinha buscado outras alternativas, como banco de horas, dado férias coletivas, férias vencidas e a vender para compensar a falta de demanda. Para evitar as demissões, propôs corte de 25% de salário e jornada e 90 dias de estabilidade”, explicou Torres. A medida aprovada ontem pelos trabalhadores foi melhorada na mesa de negociação, segundo o representante do sindicato. “Estamos conseguindo estabilidade a mais, o que não está previsto na lei. Também colocamos como condição, a redução de jornada superior à de salário. Vemos a garantia de emprego como um tempo que vamos passar, e no qual esperamos que a crise não vá durar. Também esperamos que o governo atue contra a causa da crise, já que estamos tentando combater os feitos”, disse Torres. Valeo. Quarta-feira, os trabalhadores da Valeo Sistemas Automotivos, fabricante de faróis e lanternas em São Paulo, aprovaram a proposta de redução da jornada de trabalho e de salário, com garantia de emprego. Segundo o sindicato, a partir de 1º de fevereiro, a jornada será reduzida em um dia de trabalho por semana e, os salários, em 15%. O acordo vale por 90 dias e garante estabilidade no emprego até 45 dias após o final deste prazo.