Tenente-Coronel Passos, comandante do 8ºBBM, está na cidade para mais um turno de buscas; 37 pessoas ainda estão desaparecidas
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Hoje (25), completam-se três meses da tragédia em Brumadinho. A barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu no dia 25 de janeiro, por volta das 12h28. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, até o momento 233 mortos foram identificados pelo IML. Em meio aos rejeitos e lama endurecida a vegetação já volta a crescer em alguns pontos, porém ainda há 37desaparecidos. A última vítima foi identificada ontem (24).
Logo após a tragédia, Uberaba enviou uma equipe de nove bombeiros militares e um cão do 8° BBM para a cidade de Brumadinho. Atualmente os bombeiros da cidade fazem rodízio entre Uberaba/Brumadinho e cerca de 12 deles ainda auxiliam nas buscas. O Tenente-Coronel Anderson Passos, que está na cidade da tragédia para mais um turno de buscas, diz que “encontrar os desaparecidos é uma cobrança que nós nos fazemos diariamente”.
O comandante afirma que a sensação atual é uma mescla de sentimentos pelo trabalho e pela missão. “É também o momento de nos ligarmos às 37 famílias que já estão há 90 dias no luto vazio. A responsabilidade é muito grande nesse sentido, tentamos levar um alento a essas famílias que estão perdidas, angustiadas e tentando conduzir suas vidas. Entendemos que temos que contribuir da melhor forma”, pontua.
A aproximação entre as frentes de busca e familiares é inevitável. Tenente-Coronel Passos explica que não são estatísticas e sim pessoas. “De fato, ao longo do tempo os números vão ganhando nome e sobrenome e vamos conhecendo as histórias das pessoas e dos desaparecidos. Isso é muito tocante e acabamos nos envolvendo emocionalmente com a missão e colocando de fato mais aguerrido (esforços). Eu falo por mim e vejo isso nos colegas também e é um desafio ainda maior quando o desaparecido tem nome e sobrenome, instiga ainda mais”. Porém, o militar acrescenta que é uma situação extremamente triste, porque é “uma tragédia que atingiu criança, idosos, ricos, pobres, pessoas que trabalhavam na empresa ou não”.