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Tribunal de Justiça nega recurso e mantém assassino preso

Em júri popular realizado em junho do ano passado, o réu recebeu pena de 15 anos de prisão. A vítima foi morta com oito facadas em abril de 2011

Daniela Brito
Publicado em 23/07/2014 às 00:59Atualizado em 19/12/2022 às 06:46
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Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou recurso interposto pelo carpinteiro Francisco Adriano do Nascimento. Ele tentava se livrar da condenação decorrente do assassinato praticado contra Kesley Kenedy dos Reis Melo. Em júri popular realizado em junho do ano passado, o réu recebeu pena de 15 anos de prisão pelo homicídio. A vítima foi morta com oito facadas no dia 17 de abril de 2011 na pista de kart da Univerdecidade.

Na apelação, a defesa do réu tentava a cassação do veredicto ou a anulação do julgamento com a alegação de que a decisão dos jurados em condená-lo foi contra as provas contidas nos autos. Sem êxito.

O relator, desembargador Julio Cezar Gutierrez, manteve a decisão de primeira instância, destacando que o réu confessou o assassinato quando foi preso pela polícia, dispensando inclusive a presença de um advogado. “Não preciso de um advogado, pois sou muito homem para arcar com as consequências e estou disposto a colaborar com as investigações e em tudo que a polícia precisar", disse o réu em depoimento ao delegado de polícia. Na ocasião, ele também teria dito que o crime foi cometido em razão de uma discussão com a vítima após um acidente de trânsito.

No entanto, a defesa conseguiu a redução da pena do réu, arbitrada em quinze anos de prisão pelo juiz-presidente Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal. Em decisão colegiada, a pena foi reduzida para doze anos de prisão.

Kesley foi brutalmente assassinado nas proximidades da pista de kart, onde havia uma grande concentração de pessoas. Após uma briga, a vítima foi atingida por oito golpes de faca, desferidas pelo carpinteiro, que provocaram ferimentos no braço, peito e pescoço. Ele também foi atingido por disparos de arma de fogo, que atingiram o rosto e o peito, disparados por Diogo de Oliveira Rosa – que não foi pronunciado pelo crime. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos graves ferimentos, vindo a óbito horas mais tarde no Hospital de Clinicas da UFTM.

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