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Trio condenado por morte de professora recorre da decisão

Três homens condenados pelo assalto a bar que culminou na morte da professora Natalya Dayrell de Carvalho recorreram da decisão

Daniela Brito
Publicado em 11/03/2015 às 21:24Atualizado em 17/12/2022 às 01:03
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Três homens condenados pelo assalto a bar que culminou na morte da professora Natalya Dayrell de Carvalho recorreram da decisão, proferida ano passado pelo juiz Ricardo Cavalcante Motta, da 1ª Vara Criminal. Os irmãos Lucas Gonçalves de Sousa e Maycon Henrique Gonçalves de Sousa, além de Rodrigo Matheus de Lima Fonseca, foram sentenciados a uma pena de vinte e nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, cada um, pelo crime, ocorrido na noite de 1º de outubro de 2013, em um bar na rua Castro Alves, no bairro Abadia.

O recurso tem como objetivo desqualificar o crime pelo qual foram condenados, de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte, para diminuir a pena que, somadas as dos três réus, supera 88 anos de prisão. Os réus já anexaram aos autos as razoes da apelação criminal e o juiz abriu vistas para o Ministério Público. Em seguida, o magistrado vai se posicionar em relação ao recurso, que deverá se julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A professora estava no bar quando dois homens – Lucas e Rodrigo – anunciaram o assalto. O primeiro pegava os pertences das vítimas, enquanto o segundo, com arma de fogo, as ameaçava. Na tentativa de se proteger, Natalya correu para a rua Maestro José Maria, um quarteirão abaixo do bar, e se escondeu atrás de um carro. Depois de roubarem nove pessoas, inclusive o policial militar L.S.O., Rodrigo efetuou dois disparos em direção ao bar. Foi neste momento que o policial sacou a pistola, deu ordem de prisão para ambos, que fugiram. Ele disparou várias vezes em direção aos assaltantes, e um dos projéteis matou a professora, que se escondeu atrás do carro dos assaltantes O veículo e a arma de fogo eram de propriedade de Maycon, também condenado pelo crime.

Ao condenar os réus, o juiz acatou o pedido do Ministério Público para arquivar a denúncia de homicídio culposo contra o policial militar, visto que foi da arma dele que saiu o projétil que vitimou a professora. Para Motta, a morte de Natalya foi resultado da violência empregada no crime praticado pelos três assaltantes.

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