Servente Wellington Alves da Silva, vulgo “Tun-Tun”, foi condenado ontem, em júri popular, pelo homicídio de Marcos Roberto de Freitas. O crime ocorreu em 30 de agosto de 2001. A vítima, de 30 anos, foi morta com três golpes de faca, após uma discussão dentro de bar no bairro Abadia.
“Tun-Tun” teve a defesa feita pelo defensor público Marcelo Tônus de Melo Furtado, que utilizou a tese do homicídio privilegiado, ou seja, cometido sob emoção, após provocação da vítima. Segundo ele, Marcos Roberto era um homem violento e, no dia do crime, havia discutido com “Tun-Tun”. Este, após provocação, acabou matando a vítima. O Conselho de Sentença acatou a tese da defesa e condenou o servente a oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, o defensor público adiantou que irá recorrer da decisão. Segundo ele, o objetivo será reduzir a pena arbitrada pela juíza que presidiu o julgamento, Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. “Achamos que a pena foi alta”, afirma Marcelo Tônus.