Grupo de 48 haitianos que vieram para o Brasil em busca de trabalho, mas estavam morando em alojamentos precários no Acre, foram trazidos para Uberaba
Grupo de 48 haitianos que vieram para o Brasil em busca de trabalho, mas estavam morando em alojamentos precários no Acre, foram trazidos para Uberaba. O Sindicato da Indústria da Construção Civil em Uberaba (Sinduscon) e o G9 mobilizaram quatro empresas que necessitam de mão de obra para trazer os trabalhadores, e a expectativa é conseguir trazer mais.
De acordo com o engenheiro Roberto Velludo, trata-se de uma mobilização para ajuda humanitária de mais de 500 haitianos que vieram para o Brasil e estão instalados em condições quase subumanas no estado do Acre. “Nós conseguimos trazer 48 deles, que foram divididos entre quatro empresas. A vida deles era muito sacrificada no Haiti e, também, aqui no Brasil antes de conseguirem uma colocação. Esperamos que tenham um desempenho satisfatório na construção. É um pessoal mais estável no serviço, pois não tem o costume do brasileiro de rotatividade no trabalho. Para se ter uma ideia, nosso pessoal quitou a dívida na farmácia, arrumou a bomba para captação de água e deixou uma ajuda de custo para eles fazerem compras no supermercado para os que ficaram no Acre. Eles estão dormindo em uma cocheira, pois o Governo Federal não tem dado ajuda de custo”, explica Velludo.
Os trabalhadores já foram instalados em alojamentos das empresas associadas no projeto e irão atuar na área da construção civil e na confecção de calçados. Velludo destaca que há trabalhadores altamente preparados para o serviço de pedreiro, servente e azulejista, que falam até três línguas, além do idioma pátrio. Segundo Altamir Rôso, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em Uberaba, aqueles que já tinham alguma experiência já começaram a trabalhar e os demais receberão treinamento e cursos oferecidos pelo Senai, centro de formação profissional mantido pela entidade.
Ainda de acordo com Velludo, a ideia é trazer mais trabalhadores haitianos para trabalhar em Uberaba, mas isso dependerá do interesse das empresas uberabenses. Ele afirma que algumas empresas da área de vestuário e confecção de calçados já contataram o Sinduscon, dispostos a investir nessa mão de obra, já que todos os haitianos estão com os documentos, CPF, Passaporte e Carteira de Trabalho, legalizados no país através da Polícia Federal.