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Uberaba tem mais de 30 crianças apadrinhadas; saiba como fazer parte da iniciativa

Bruno Campos
Publicado em 04/04/2022 às 00:00Atualizado em 18/12/2022 às 23:11
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Passa dos 30 o quantitativo de crianças e adolescentes acolhidos em Uberaba, atualmente. Segundo dados do Grupo de Apoio à Adoção em Uberaba (Graau), o município conta com um total de 33 crianças e jovens que não estão no convívio de seus pais ou responsáveis. Entretanto, é possível ajudar sem, necessariamente, realizar a adoção de um deles, por meio do programa de apadrinhamento, uma vez que são processos distintos.

Em referência ao quantitativo total, os números acabam sendo flutuantes, já que sofrem com a interferência de inúmeras situações distintas como adoções, reintegrações e novos acolhimentos. Além do mais, nem toda criança está apta a ser apadrinhada, é o que explica Jussara Marra, presidente do Graau.

“Dentre os acolhidos, atualmente 33, existem algumas situações diversas. Alguns estão em processo de tentativa de reintegração às famílias de origem (mesmo núcleo familiar ou família extensa), outros em processo de destituição do poder familiar e neste momento 5 adolescentes com determinação de colocação em família substituta/adotiva, para as quais ainda não foram encontrados pretendentes. Estes adolescentes se encaixam no perfil daqueles para os quais busca-se o apadrinhamento afetivo”, explica a presidente.

O Programa de Apadrinhamento Afetivo foi lançado em Uberaba no ano de 2015, como forma de oferecer a possibilidade de convivência familiar e comunitária a estas crianças e adolescentes que estão nas instituições de acolhimento. Dentro do programa é possível a realização de viagens, comemoração de datas festivas, acompanhamento escolar, auxílio e suporte emocional, dentre várias outras atividades.

COMO APADRINHAR

Aos interessados em ajudar, o processo é simples. Estão aptos a apadrinhar todos aqueles que possuem mais de 18 anos e tenham cadastro dentro do programa. O interessado deve procurar o Lar da Caridade,o Graau ou unidades do serviço de acolhimento. Nestes locais há a ficha de cadastro contendo também o indicativo dos documentos necessários. Feito isso, é realizado um encontro para a entrega dos documentos e alinhamento de interesses.

O passo seguinte é a realização de entrevistas com os potenciais padrinhos e madrinhas que, posteriormente, serão inseridos em oficinas preparatórias, no Lar da Caridade, presencialmente ou on-line, a depender do momento em que ocorrerem. Serão feitas também visitas domiciliares aos padrinhos e madrinhas, a fim de melhor conhecer sua dinâmica familiar e, assim, trabalhar da melhor forma possível o apadrinhamento.

O ENCONTRO

O primeiro encontro entre o padrinho e a criança é sempre acompanhado pelo técnico da instituição e profissional do Lar da Caridade e, após esse primeiro contato, são pensados os seguintes, primeiramente ainda na instituição e, após, em ambientes externos. Após, são programados passeios e atividades por meio da elaboração de um Plano de Convivência do Apadrinhamento Afetivo, o qual é feito conjuntamente pelos padrinhos, equipe gestora do Programa e equipe da instituição de acolhimento.

QUEM SÃO ESSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES?

Para serem inseridos no Programa de Apadrinhamento Afetivo, as crianças e adolescentes acolhidos em Uberaba, precisam necessariamente ter passado por um rompimento de vínculo com a família biológica e apresentarem chances remotas de colocação em uma família adotiva. Para isso, é necessário que a equipe técnica da Vara da Infância já tenha trabalhado na busca por pretendentes à adoção, sem sucesso.

PROCURA

A pandemia ainda deixa seus reflexos negativos. Segundo Jussara Marra, a procura por apadrinhamento caiu bastante nos últimos anos. E o Graau tem feito um trabalho de divulgação para que a sociedade volte a se integrar ao projeto e auxilie as crianças e adolescentes que estão nos centros de acolhimento.

“A procura, especialmente no que se refere ao apadrinhamento afetivo, caiu muito com a pandemia. As restrições decorrentes do isolamento social ainda tem os seus reflexos nessa retomada de convívio. Tem sido feito um trabalho de divulgação da existência e reformulação do Projeto, a fim de que a sociedade possa novamente se envolver nele”, pontua Jussara.

APADRINHAMENTO x ADOÇÃO

É de suma importância ressaltar que o apadrinhamento se difere da adoção, não sendo o Apadri Apadrinhamento Afetivo um passaporte ou facilitador na hora de adotar alguém. Caso a pessoa tenha interesse em não só apadrinhar mas em, efetivamente, adotar alguma destas crianças e jovens, o processo é completamente diferente do descrito e pode ser consultado por meio deste link. Inclusive, estar habilitado para adoção é uma das vedações para a inclusão no cadastro de padrinhos do programa.

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