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Um mês sem Marília Mendonça: o que se sabe sobre o acidente até agora

Publicado em 06/12/2021 às 06:58Atualizado em 19/12/2022 às 01:08
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Marília Mendonça morreu a caminho de Piedade de Caratinga em acidente aéreo no dia 5 de novembro (Fot Randes Filho/Divulgação)

O trágico acidente que vitimou uma das cantoras mais amadas do Brasil completou um mês neste domingo (5). Além de Marília Mendonça, outras quatro pessoas estavam a bordo de um voo particular rumo à cidade mineira de Caratinga, onde ela se apresentaria naquela fatídica noite de 5 de novembro. 

A principal linha de investigação sobre o acidente é que a queda tenha sido causada pela colisão da aeronave em uma torre de transmissão da Cemig. A hipótese ganhou força após o testemunho de um piloto que teria se comunicado com a aeronave, sem nenhum indício de que tenha havido problemas mecânicos. Contudo, nenhum representante da companhia energética foi ouvido no inquérito aberto pela Polícia Civil. A Cemig tampouco foi acionada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), que abriu uma investigação para apurar a instalação de torres de distribuição da Cemig em Caratinga.

“A gente avançou um pouco mais nessa oitiva do piloto que estava há 20 minutos da aeronave que acidentou. Esse piloto decolou de Viçosa e pousou em Caratinga, e ele conversou no rádio com o piloto da aeronave, e em momento algum ele reportou nenhum tipo de problema e aparentava ter consciência do que estava fazendo”, diz o delegado Ivan Lopes Sales, que comanda as investigações.

A outra linha de investigação da Polícia Civil diz respeito a problemas técnicos no avião. “Há uma segunda linha de investigação que avalia se houve algum problema nos motores que ocasionou essa altitude baixa da aeronave que se colidiu com a linha de transmissão”, conclui o delegado.

Em nota, a companhia informou que "a Linha de Distribuição atingida pela aeronave prefixo PT-ONJ, no trágico acidente do dia 5/11, está fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga, nos termos de Portaria específica do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), do Comando da Aeronáutica Brasileiro".

Questionada se houve alguma alteração nas redes após o acidente aéreo, a Cemig não respondeu e informou que "as torres de distribuição da Cemig seguem rigorosamente as Normas Técnicas Brasileiras e a regulamentação em vigor". Também disse que “permanece à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários".

Outra linha de investigação apura se houve problemas técnicos no avião usado por Marília. No entanto, ambas as hipóteses dependem do resultado da investigação que está sendo realizada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O órgão não dá prazo para conclusão dessas investigações.

Próximos passos

Agora, segundo o delegado Ivan Lopes Sales, o próximo passo será ouvir os familiares da tripulação. “Nessa investigação as oitivas são menos importantes que os laudos periciais. Por hora nós já ouvimos o advogado do show, o dono da empresa e o piloto, e a pretensão agora é ouvir, só para afastar qualquer questão, os familiares do piloto e do co-piloto. Isso não foi feito antes em respeito ao momento de luto que eles estão passando”, diz o delegado.

*Com informações do jornal O Tempo.

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