Anúncio de corte de verbas caiu como uma bomba nas universidades federais de todo o país, que têm um novo desafi sobreviver até o fim do ano. Com o bloqueio de 30% das verbas decretado pelo Ministério da Educação, muitas dizem ter fôlego para apenas mais quatro meses, incluindo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), uma das mais tradicionais do país e do estado. Minas concentra 17,5% do total de universidades no Brasil. Vale lembrar que os cortes no orçamento que havia sido garantido pelo Congresso no fim do ano passado já começaram e, se confirmados, vão ultrapassar R$ 243 milhões em 10 das 11 federais mineiras.
A Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada no fim do ano passado, garantiu às federais mineiras pelo menos R$ 807,6 milhões para este ano, o que fez com que praticamente todas fizessem planos, mas foram surpreendidas pelo anúncio de um corte de 30% nas chamadas verbas discricionárias, que incluem custeio e capital. As verbas de custeio vão do pagamento de contas de consumo ao gasto com pessoal terceirizado. Já as despesas de capital se referem a obras, equipamentos e investimentos. O anúncio feito pelo ministro Abraham Weintraub não chegou de forma oficial às universidades. Os cortes são feitos por um sistema e, para saber se a instituição já foi ou não afetada, o reitor deve acessá-lo.
Na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), o momento também é de apreensão, com R$ 15 milhões já bloqueados. Segundo informou a universidade ao jornalista Wellington Cardoso, no último dia 30 foram bloqueados 30% do orçamento da UFTM, mas a pró-reitoria garante que recursos para assistência estudantil foram preservados. As atividades-fim – o ensino, a pesquisa e a extensão – devem ser afetadas negativamente, o que leva a uma análise sistêmica do orçamento para mensurar o impacto. Diferentemente das demais universidades, que entraram na mira do governo após permitirem eventos políticos ou festas inadequadas em suas instalações, a UFTM não teve motivação revelada de forma explícita para seu bloqueio.
“Considerando que o orçamento discricionário da universidade tem sofrido arrocho nos últimos cinco anos e que medidas de contenção de despesas têm sido adotadas neste período, há uma forte expectativa de que esse bloqueio afete negativamente o ensino, a pesquisa e a extensão. Está em andamento uma análise sistêmica do orçamento para melhor detalhamento do impacto do bloqueio e consequente tomada de decisões”, informou, por meio de nota.
Confira lista de cortes:
*Com informações do Estado de Minas