Ministros do TSE tiveram acesso a protótipo da nova urna, criada para se adaptar à exigência da impressão do voto
Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tiveram acesso ao protótipo da nova urna eletrônica, criada para se adaptar à exigência da impressão do voto. A determinação é da Lei nº 13.165, aprovada pelo Congresso Nacional em 2015. A legislação prevê a mudança a partir das Eleições 2018, quando 35 mil urnas novas devem ser utilizadas no país. A mudança será gradual, pois a substituição total e imediata das máquinas custaria R$2 bilhões.
Nas eleições de 2016 foram utilizadas cerca de 800 urnas eletrônicas em Uberaba. Inicialmente, apenas as comarcas de grande porte, como capitais, serão contempladas com as novas urnas. Os municípios no interior deverão receber máquinas com a expansão do plano de substituição.
A nova urna vai funcionar em módulos acoplados e bateria com duração maior permite que a máquina seja desmontada e ocupe um espaço menor na caixa de armazenamento. Além disso, isso facilita a economia com transporte. Para regiões de difícil acesso ou distantes do TSE, haverá uma redução de 45% do espaço a ser ocupado na aeronave, permitindo diminuir o número de viagens.
De acordo com o diretor executivo do Conselho de Pesquisas e Estudos Eleitorais do TSE, Athayde Fontoura, até agosto deste ano o novo modelo estará em pleno funcionamento para testes. Ele explica que, após o uso das 35 mil urnas nas próximas eleições, a Justiça Eleitoral poderá fazer uma projeção do tempo e do custo para substituir todas as 600 mil urnas utilizadas em todo o Brasil. Cada uma das urnas utilizadas atualmente custa US$600 para ser fabricada, enquanto estima-se que o novo modelo custará em torno de US$800.