Universidade cria grupo de trabalho para definir regras da reserva de vagas prevista em lei estadual
A Universidade de São Paulo (USP) passará a adotar cotas para pessoas com deficiência (PcD) a partir do vestibular de 2028. A medida cumpre uma lei estadual que determina a reserva de vagas em instituições de ensino superior e técnico mantidas pelo Estado.
De acordo com a legislação, o percentual de vagas destinadas a PcDs deve ser, no mínimo, equivalente à proporção dessa população no estado de São Paulo, conforme dados do último Censo do IBGE. No caso paulista, o índice é de 6,3%. Caso as vagas não sejam preenchidas dentro dos critérios, elas poderão ser destinadas aos demais candidatos.
Para viabilizar a implementação, a USP instituiu um Grupo de Trabalho com representantes da área acadêmica, da gestão universitária, de coletivos de pessoas com deficiência e especialistas no tema. O grupo terá 120 dias para analisar a legislação e elaborar as diretrizes que vão orientar a aplicação das cotas.
Após a elaboração da proposta, o texto ainda passará por instâncias internas da universidade, incluindo conselhos ligados à graduação e à política de inclusão. A expectativa é que a definição final ocorra no primeiro semestre de 2027.