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"Vaca louca": professora da UFMG assegura qualidade da carne brasileira

Publicado em 08/09/2021 às 08:20Atualizado em 19/12/2022 às 02:07
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Na última semana, dois casos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), o famoso "mal da vaca louca", foram detectados no Brasil, nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. Contudo, de acordo com a professora do Departamento de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal da Escola de Veterinária da UFMG Débora Sampaio de Assis, os casos são isolados, atípicos e só foram detectados por conta do rigoroso trabalho de inspeção sanitária realizado no país. Com isso, a população brasileira pode ficar tranquila ao consumir a carnve bovina.

Segundo ela, o controle é feito em frigoríficos antes e depois do abate dos animais. “Exatamente por ter esse controle é que conseguimos diagnosticas os casos atípicos. Cada animal abatido passa por um sistema de inspeção rigoroso, passa por exames”, afirma a professora. “Por isso é tão importante o consumidor conhecer a procedência da carne consumida. No interior, a carne originada de um abate clandestino não passou pela inspeção, não tem garantia nenhuma”. 

Débora explica que a suspensão de exportação de carne bovina para a China aconteceu por uma questão contratual, porque há cláusulas sanitárias para garantir a segurança dos consumidores e do rebanho do país importador. “Todo país tem suas barreiras sanitárias. Essa é uma garantia de segurança até que se conclua a investigação pelas autoridades chinesas”. 

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) já emitiu parecer confirmando que os dois casos são atípicos, não provocados por consumo de ração contaminada por uma proteína (como acontece quando há um caso de “vaca louca” clássica, nunca registrada no Brasil). No Brasil, o uso de ração com proteína animal é proibido para alimentar o gado e a inspeção visa garantir que a lei esteja sendo cumprida. 

O caso detectado em um frigorífico de Belo Horizonte é de uma vaca de dez anos, abatida em um lote para descarte, ou seja, a carne do animal já não seria vendida em açougues. De acordo com Débora, a carne dos animais de descarte passa por diferentes níveis de verificação após o abate, para verificar ser transformado em subprodutos da indústria alimentícia. “Uma vaca leiteira, que passou a vida num sistema intensivo, em um processo de criação que pode estar sujeito a determinadas doenças. É feita uma avaliação sobre a qualidade para avaliar o uso dessa carne”. 

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