Dados da SMS mostram que, em 2015, foram quatro casos confirmados da doença na cidade, e neste ano, já são 13 confirmações; infectologista alerta que casos começaram a aparecer em pessoas que não se v
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Rodrigo Juliano alerta que são necessárias três doses da vacina tríplice viral para garantir imunização à caxumba
Dados da Secretaria Municipal de Saúde chamam atenção para a necessidade de imunização de doenças virais. Em Uberaba, em 2015, foram registrados quatro casos confirmados de caxumba. Neste ano, o número mais que triplicou, já são 13 confirmações da doença.
De acordo com o infectologista Rodrigo Juliano Molina, os casos começaram a aparecer em pessoas que não se precaveram, não tomaram a vacina. Por isso, ele alerta a importância da prevenção.
“A vacina tríplice viral é extremamente eficaz e não apresenta praticamente nada de efeitos colaterais. Se tomada corretamente, em três doses, ela imuniza em 97%”, garante o especialista.
Ele destaca que a primeira dose deve ser tomada entre os doze e quinze meses de vida. A segunda entre os quatro e seis anos e, a terceira, entre 11 e 12 anos.
Popularmente conhecida como caxumba, a parotidite infecciosa é uma doença de transmissão respiratória, ocasionada através da fala, espirro ou tosse.
“O principal sintoma é a inflamação das glândulas salivares. A que mais chama atenção é a parótida, que é a maior glândula salivar que nós temos, mas todas são acometidas”, esclarece o especialista.
Conforme Molina, a infecção pode comprometer outros órgãos, como o testículo, pâncreas, ovário, tireoide, cérebro, próstata, fígado, baço e até mesmo o timo. “Em 90% dos casos, a caxumba aparece dos dois lados e a pessoa apresenta febre, dor de cabeça, garganta inflamada, perda do apetite e náuseas”, explica, destacando que a doença pode acometer outros órgãos, no homem a caxumba pode apresentar dor nos testículos e, as mulheres, nos ovários.
O especialista conclui frisando a necessidade de procurar ajuda médica assim que os sintomas forem descobertos e reforça a importância de as pessoas não se medicarem para que não haja complicações da doença. “Não existe nenhum tratamento específico, nem uma medicação utilizada, mas o paciente precisa ter esse diagnóstico para que seja observado por um especialista e evitar as complicações que podem atingir outros órgãos”, completa.