A imunização em massa contra a Covid-19 é a maior ferramenta para conter a pandemia. Para quem ainda sente algum tipo de receio, vale destacar que as vacinas são seguras. Balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde mostram que os efeitos colaterais das vacinas foram mínimos. Entre janeiro e maio deste ano, foram 6,8 milhões de imunizantes aplicados, entre primeira e segunda dose, e apenas 0,24% provocou algum tipo de reação – foram 16.887 eventos adversos, sendo 92,5% considerados leves.
Levando em consideração a porcentagem de 0,24%, nota-se que a possibilidade de um efeito colateral da vacina é dez vezes menor do que a chance de vir a óbito caso contraia a Covid-19. A letalidade da doença é de 2,55%, ou seja, a cada cem pessoas contaminadas pelo vírus, 2,55 vieram a óbito.
Os eventos adversos são dor local, febre e sintomas gripais, todos eles são classificados como não graves pelo Programa Nacional de Imunizações e estão listados na bula dos imunizantes usados no Brasil – Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. Vale destacar que a imunização demanda as duas doses da vacina, então é extremamente importante retornar para a aplicação da segunda dose.
Antes de terem o uso autorizado, os imunizantes passam por rigorosas avaliações na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a Astrazeneca, menos efeitos colaterais foram relatados após a segunda dose e a maioria foi resolvido dentro de poucos dias. Na bula da Coronavac, entre 0,1% e 1% dos idosos acima de 60 anos que tomaram o imunizante tiveram reações como alergia, tontura, fraqueza muscular, vômito e calafrios. Para o grupo entre 18 e 59 anos, o mesmo índice foi registrado para reações como febre, vermelhidão, reação alérgica, dor garganta, espirros, fraqueza muscular, tontura, dor abdominal, sonolência e mal estar.
Já o imunizante da Pfizer, que avaliou cerca de 44.000 pessoas na Europa, América do Sul, Estados Unidos, Turquia e África do Sul, as reações adversas mais frequentes foram dor no local a injeção (80% dos casos), cefaleias (50%), dor nas juntas (20%) e calafrios (30%).
*Com informações O Tempo