ROMPIMENTO DE ESTRUTURA

Vale é multada em R$ 1,7 milhão após vazamento de 262 mil m³ em Minas Gerais

Estruturas de contenção sofreram rompimentos em Ouro Preto e Congonhas, provocando assoreamento, turbidez elevada e suspensão de atividades

Publicado em 29/01/2026 às 16:59
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Extravasamento de água na mina da Viga, em Congonhas (MG), não deixou vítimas, mas prefeitura analisa danos ambientais. (Foto/Divulgação/Prefeitura de Congonhas)

Extravasamento de água na mina da Viga, em Congonhas (MG), não deixou vítimas, mas prefeitura analisa danos ambientais. (Foto/Divulgação/Prefeitura de Congonhas)

A Vale foi multada em aproximadamente R$ 1,7 milhão pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) após o vazamento de 262 mil metros cúbicos de água misturada a sedimentos em suas minas em Ouro Preto e Congonhas. O rompimento das estruturas de contenção causou assoreamento, turbidez elevada e levou à paralisação de parte das operações da empresa.

O episódio ocorreu no último domingo (25) e não deixou vítimas. Em Ouro Preto, o rompimento afetou a cava 18 da mina de Fábrica, utilizada para armazenamento de rejeitos, liberando água e sedimentos que alcançaram áreas operacionais e cursos d’água da região. Em Congonhas, na mina da Viga, o deslocamento de taludes e o assoreamento de 22 estruturas de contenção comprometeram temporariamente a retenção de rejeitos.

O volume total vazado nos dois municípios corresponde a cerca de 262 milhões de litros, equivalente a aproximadamente 105 piscinas olímpicas. Em alguns pontos, a turbidez da água chegou a 30 vezes acima dos limites permitidos por normas ambientais, representando risco para a fauna aquática e para usos múltiplos da água.

Como medida emergencial, a Semad suspendeu a deposição de rejeitos na cava 18 e interrompeu totalmente as atividades da mina da Viga, permitindo apenas ações de controle ambiental. A multa de R$ 1,7 milhão decorre da poluição ambiental e, no caso de Ouro Preto, também da falha da empresa em comunicar o evento dentro do prazo legal e do atingimento de área de terceiros.

Até o dia 28, quatro reservatórios temporários já haviam sido desassoreados e máquinas pesadas começaram a aplicar materiais floculantes para reduzir a dispersão de sedimentos. O monitoramento indicou melhora gradual da qualidade da água em alguns trechos.

A Vale atribuiu os rompimentos às chuvas intensas e ao acúmulo de água acumulado durante a semana. A retomada das atividades dependerá da comprovação de segurança ambiental e da capacidade de controlar novos volumes de chuva. A empresa terá prazos específicos para apresentar planos de recuperação das áreas afetadas e medidas emergenciais.

Até a publicação da matéria, a Vale não havia se manifestado oficialmente, e a Prefeitura de Congonhas também ainda não comentou os impactos locais.

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