GERAL

Variação de preço do mamão formosa gera queixa de consumidores

O produto é encontrado com até R$7 de diferença entre os valores praticados na Ceasa e nos varejos da cidade

Letícia Morais
Publicado em 21/03/2016 às 14:55Atualizado em 16/12/2022 às 19:37
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 Custando cerca de R$4,4 na Central de Abastecimento (Ceasa) de Uberaba, o quilo do mamão formosa pode ser encontrado por até R$12 em alguns pontos de varejo. Para não serem surpreendidos, os consumidores precisam pesquisar bastante antes.

A distância é um fator considerável para esses altos preços de hortifrútis, conforme explica o orientador de preços da Ceasa, João Carlos Caroni. “Quando esses produtos estão mais caros tem ligação com a procedência, porque muitos desses vêm da Bahia e, quando chegam aqui, estão custando mais caro”, explicou. Outro fator determinante para os preços altos é o período chuvoso, mas segundo o orientador, precisaria de estudos específicos para um diagnóstico preciso.

Optar pelo consumo de produtos locais, além de incentivar os produtores regionais, pode sair mais barato para o bolso do consumidor. “Os mamões que estão mais baratos são, em sua maioria, da região, como de Uberlândia, Ribeirão Preto e até mesmo de Uberaba”, pontuou Caroni, que ainda pontuou a dificuldade de produção do mamão tipo havaí. Em um comparativo, o orientador pontua que a diferença chega quase a R$20 entre os produtos regionais e os de outras localidades. “A caixa de 18kg do mamão formosa pode sair por até R$70, se multiplicar os R$ 4,4 por 18, em média. Já o mamão que vem da Bahia chega a custar R$90, porque temos que levar em consideração a distância e o custo para esse produto chegar até aqui”, finaliza.

Produtos consumidos na semana santa devem ficar mais caros

Quem ainda não fez as compras para as festividades do feriado Pascal deve ficar em alerta. Isso se deve porque os produtos que são mais consumidos nesse período também são mais elevados. “No quadro geral dos hortifrutigranjeiros, a maioria dos produtos manteve o preço elevado em função do período chuvoso. Há muito tempo não tínhamos tanto volume de água, o que, de certa forma, prejudicou a produção dessas hortaliças. Produtos como a vagem e a cenoura, que são mais procurados, também foram prejudicados pelo excesso de chuva”, avalia Caroni.

Em decorrência da praga da mosca branca, o orientador ressalta que alguns produtos sofrem aumento nos preços. “A vagem sofreu muito também com a mosca branca, uma praga que está instalada, que produz um vírus e quando está sugando a ceiva daquela planta, esses vírus inibem as culturas e não as deixam produzir de forma natural, como deveria. Nesse caso, alguns produtores não conseguem nem colher por causa da infestação”, lamenta o orientador, João Carlos Caroni.

Compras direto na Ceasa. Se o consumidor colocar os gastos na ponta do lápis, escolher adquirir os produtos diretamente na Central de Abastecimento pode sair bem mais em conta. “A unidade da Ceasa é atacadista, o cliente é o varejista do supermercado e do varejão, os produtores não vendem produto em quilo, mas sim uma caixa, saco ou peça. Por isso que as pessoas podem ir comprar. Porém, devem pensar na quantidade que consomem. Caso não consuma toda a quantidade que é vendida, pode optar por comprar e dividir com duas ou três pessoas”, orienta.

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