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Vendas no comércio têm maior queda desde 2003, diz levantamento

Levantamento divulgado pelo IBGE revela que, depois de crescerem no primeiro mês de 2015, as vendas do comércio varejista voltaram a cair

Thassiana Macedo
Publicado em 19/04/2015 às 12:45Atualizado em 17/12/2022 às 00:31
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Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que, depois de crescerem no primeiro mês de 2015, as vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a cair. Em fevereiro, em relação a janeiro, o indicador recuou 0,1%, mas em comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas do comércio tiveram queda de 3,1%. É o pior resultado desde agosto de 2003, quando o varejo registrou baixa de 5,7%.

Cinco das oito atividades varejistas pesquisadas pelo IBGE tiveram queda no volume de vendas de janeiro para fevereiro, sendo a maior delas observada no setor de combustíveis e lubrificantes, de 5,3%. Considerando o varejo ampliado, que inclui segmentos de materiais de construção e de veículos, a queda no volume de vendas foi ainda mais acentuada no períod recuo de 1,1%. Os veículos, motos, partes e peças tiveram redução de 3,5%, enquanto os materiais de construção recuaram 0,7%. Outros setores com queda foram os de móveis e eletrodomésticos (-1,3%), equipamento e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%), tecidos, vestuário e calçados (-0,7%) e hiper e supermercados (-0,2%).

Três setores tiveram crescimento no volume de vendas: outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,8%).

Para o presidente da CDL Uberaba, Miguel Faria, o comércio reflete o consumo das famílias e, de modo geral, o que influencia as vendas é renda, preço e crédito. “Em 2014, o carnaval caiu em março, por isso fevereiro do ano passado foi realmente melhor do que este ano. Além de ser um mês curto, o carnaval coincidentemente caiu em fevereiro em 2015, e isso realmente reflete muito nas vendas. É preciso considerar ainda os aumentos que tivemos este ano, especialmente o combustível, a inflação que está rondando e o dólar, que ficou mais caro. Tudo isso refletiu negativamente no comércio. Uberaba seguiu esta tendência, diferenciando na questão da liquidez. O SPC do primeiro trimestre foi 13% melhor do que em 2014, ou seja, mais pessoas pagaram suas dívidas”, avalia.

Apesar de o mercado não estar muito bom, o dirigente lojista ressalta que a inadimplência está em patamares razoáveis. “Como vai ser um ano complexo, sendo que alguns setores já demitiram e o comércio ainda não, nós orientamos os comerciantes a se precaver, fazendo um cadastro bem feito dos clientes e consultar o SPC. Ao consumidor, segundo o SPC Brasil, a recomendação é que as pessoas não emprestem o CPF para outros comprarem em seu nome. Hoje, muitas pessoas se veem em problemas com a inadimplência porque outros compraram em seu nome e não pagaram”, orienta Miguel Faria.

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