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Vendas no setor de panificação cresceram mais de 8% em 2014

O crescimento do faturamento foi garantido pelo desempenho das padarias que oferecem serviços completos de fast food e de conveniência

Thassiana Macedo
Publicado em 16/03/2015 às 07:39Atualizado em 17/12/2022 às 00:59
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Fot Arquivo

Há cerca de 230 empresas formais de pequeno e médio porte, as quais empregam 2.500 trabalhadores diretos

As vendas das empresas de panificação e confeitaria cresceram 8,02% em 2014, movimentando R$ 82,5 bilhões, conforme levantamento que acaba de ser divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip). Para a entidade, o resultado foi registrado num ambiente de forte pressão exercida pela alta de custos da panificação.

Segundo pesquisa, os preços dos produtos adquiridos pelas empresas no atacado tiveram reajuste médio de 8,71%; a alta do salário médio do setor foi de 18,2%; o custo com embalagens aumentou em 13,3% e a energia elétrica foi reajustada em 14,8%. Sendo que o crescimento do faturamento, segundo a entidade, foi garantido pelo desempenho das padarias que oferecem serviços completos de fast food e de conveniência.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Uberaba (Sindipan), Gleison Henrique Ferreira Borges, de alguma forma esse aumento nas vendas também foi sentido em Uberaba. “O setor vem passado por uma transformação, com isso as vendas crescem. A panificação não se restringe à padaria, hoje ela abrange lanchonete, algumas servem almoço, outras pizzas, além de outros serviços. Isso aumenta o faturamento, mas em relação à lucratividade, não só o setor de panificação como a indústria em geral no país está passando por grande dificuldade. Tudo está muito pesado para o empresário, desde os encargos até a matéria prima e, ter bons profissionais, hoje está ficando muito caro”, avalia.

Para ele, se não houver queda nos custos da produção, com redução dos encargos e dos preços de matérias primas, como a farinha de trigo, por exemplo, 2015 será um ano difícil também para o setor de panificação.

Atualmente, há cerca de 230 empresas formais de pequeno e médio porte, as quais empregam aproximadamente 2.500 trabalhadores diretos. No entanto, Borges ressalta que hoje a maior dificuldade das panificadoras em Uberaba é encontrar profissionais qualificados para trabalhar. “Se o empresário abrir mão da qualificação, ele contrata, mas será qualquer padeiro, só que o nosso segmento está ficando muito exigente. Esses profissionais que estão rodando no mercado devem procurar se qualificar, porque hoje um bom profissional não fica desempregado”, afirma.

Para o presidente, o projeto que desonera os produtos panificados, o qual se encontra em tramitação na Câmara Federal, já tendo recebido aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, poderá reduzir os custos da produção, o que trará impacto positivo direto sobre a atividade, mas também vai estimular investimentos em modernização e ampliação.

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