Acidentes como mordida de piranha nos rios e lagos, queimaduras por águas-vivas e caravelas, ou pelo ferrão de peixes, ouriço do mar ou arraias são mais registrados nesta época
A chegada do verão faz com que a procura por ambientes com muita água, como praias, rios e lagos cresça bastante. Com isso, aumenta também o contato com animais marinhos e fluviais, que podem gerar acidentes. São casos como mordida de piranha nos rios e lagos, queimaduras por águas-vivas e caravelas, ou pelo ferrão de peixes, ouriço do mar ou arraias. A melhor forma de evitar esses contatos é sempre ter atenção ao local onde você está.
Para o professor livre-docente da Faculdade de Medicina de Botucatu, São Paulo, Vidal Haddad, também é importante que a população conheça medidas simples de primeiros socorros mais comuns. “Se você pisar no ouriço do mar, você tem que tirar os espinhos porque eles podem causar lesões tardias, infecções secundárias. Já as águas-vivas, elas têm medidas de primeiros socorros, isso é fundamental: compressa com água do mar. Não pode ser com água doce porque piora o envenenamento. No caso dos peixes venenosos o controle da dor é mais simples ainda porque o pé ou a mão onde pegou o ferrão do peixe. Mergulhar em água quente, mas tolerável, 30ºC à 40ºC, por 30 minutos tira completamente a dor”, orienta.
Esses tipos de acidentes com animais aquáticos são comuns, e chegam à proporção de um caso para cada mil pessoas que vão à praia. Por isso as medidas de primeiros socorros são importantes para evitar danos mais graves, mas não substituem o atendimento realizado por profissional de saúde ou o tratamento da lesão em postos de saúde e hospitais.
Fonte: Agência do Rádio