Entre os demais pedidos, os vigilantes querem que a empresa pague o plano de saúde estendido também para a família do trabalhador e um aumento do tíquete alimentação
Mais de 100 trabalhadores ligados ao Sindicato dos Vigilantes de Uberaba e Região (Sinvuber) participaram de assembleia realizada na sede da entidade no dia 16. O objetivo era discutir a proposta apresentada pelo sindicato patronal em resposta à pauta de reivindicações da categoria.
De acordo com o presidente do Sinvuber, Ricardo Teixeira, foi oferecido aos trabalhadores apenas 50% de reposição da inflação, ou seja, 5,5%, além da retirada de várias cláusulas de acordos anteriores, como o pagamento do tíquete aos horistas e o fim da multa por atraso no pagamento dos salários. Porém, em assembleia, a proposta resultante de várias rodadas de negociação realizadas em dezembro de 2015, não foi aceita. “A próxima reunião vai ser nesta quarta-feira (20), em Belo Horizonte, a qual vai ser mediada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Estarei lá representando Uberaba e região, juntamente com outros representantes do estado, na tentativa de melhorar este índice”, afirma.
Teixeira ressalta que a categoria não abre mão de uma recomposição salarial, com ganho positivo, bem como melhorias nas condições de trabalho. “Respeitando a crise que o país está vivendo, mas baseados nos números do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), pedimos um ganho real de pelo menos 3% acima da inflação, que está em 10,8%. É o que tem sido negociado com os sindicatos de outros estados. Em Brasília, foi fechado o reajuste de 11,5%, por isso acreditamos que fechar em até 12% já seria possível”, avalia.
Os vigilantes também são contra a extinção da jornada de trabalho na escala 12 por 36 horas, inicialmente criada para atender a classe dos vigilantes e, posteriormente, estendida a outras categorias. Entre os demais pedidos, os vigilantes querem que a empresa pague o plano de saúde estendido também para a família do trabalhador e um aumento do tíquete alimentação de R$ 13 para R$ 26 por dia trabalhado. A questão das recorrentes demissões de vigilantes em órgãos públicos federais e estaduais, como INSS e Correios, por exemplo, será uma discussão separada com cada órgão. Em fevereiro, o Sinvuber participa de congresso em Brasília para reverter a situação.