Ator subirá ao palco da premiação neste domingo (15); A atriz Sônia Braga foi a primeira brasileira a apresentar uma categoria
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou nesta quarta-feira (11) que o ator brasileiro Wagner Moura será um dos 11 artistas a apresentar categorias na 98ª edição do Oscar. A maior premiação de Hollywood acontece neste domingo (15), sob o comando do comediante e apresentador Conan O’Brien, e contará com o talento nacional em dose dupla no palco e nas indicações.
Além do brasileiro, a nova lista de apresentadores confirmados inclui estrelas de peso, como Nicole Kidman, Pedro Pascal, Jimmy Kimmel e Channing Tatum. Eles se juntam a outros grandes nomes previamente anunciados para a entrega das estatuetas, como Robert Downey Jr., Anne Hathaway, Javier Bardem e Chris Evans. O locutor oficial da noite será o britânico Matt Berry.
A escalação consolida o destaque do Brasil na edição de 2026. O cinema nacional concorre em cinco categorias, sendo quatro delas para o longa "O Agente Secreto", dirigido por Kleber Mendonça Filho. Além de entregar um dos prêmios, Wagner Moura disputa a estatueta de Melhor Ator pela obra, que também concorre a Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Elenco. O país ainda é representado por Adolpho Veloso, indicado a Melhor Fotografia por "Sonhos de Trem".
Brasileiros que fizeram história na cerimônia
A presença do Brasil na festa do cinema mundial é marcada por momentos icônicos. Embora seja um desafio listar todos os profissionais técnicos que já participaram de filmes indicados, grandes nomes representaram o país diretamente ao longo das décadas.
Confira os principais marcos históricos do país no evento:
Entregando Prêmios:
Sônia Braga: A atriz foi a grande pioneira nessa função. Com seu prestígio internacional em alta, ela apresentou a categoria de Melhor Curta-Metragem na cerimônia de 1987, dividindo o palco com o astro Michael J. Fox.
Wagner Moura: Escolhido como um dos apresentadores de categoria na aguardada edição de 2026, somando a honraria à sua indicação como Melhor Ator.
Apresentações Musicais:
Carmen Miranda: A icônica "Pequena Notável" realizou uma performance musical histórica da canção "South American Way" durante a cerimônia de 1941, levando os ritmos latinos para o centro da indústria americana.
Sérgio Mendes e Carlinhos Brown: A dupla subiu ao palco na edição de 2012 para uma apresentação ao vivo e vibrante de "Real in Rio", música que também disputava a estatueta naquela mesma noite.
Concorrendo às Estatuetas:
Atrizes: A dramaturgia feminina tem marcos inesquecíveis, começando por Fernanda Montenegro, indicada a Melhor Atriz pelo clássico "Central do Brasil" (1999). Mais recentemente, Fernanda Torres brilhou com sua indicação a Melhor Atriz por "Ainda Estou Aqui" (2025).
Atores: Wagner Moura escreve seu nome na história com a indicação a Melhor Ator pelo filme "O Agente Secreto" (2026).
Direção e Filmes: Fernando Meirelles foi indicado a Melhor Diretor pelo fenômeno global "Cidade de Deus" (2004). Walter Salles marcou presença ao dirigir "Central do Brasil" (indicado a Melhor Filme Estrangeiro em 1999) e "Ainda Estou Aqui" (vencedor do prêmio de Melhor Filme Internacional em 2025). Agora, Kleber Mendonça Filho segue o legado com "O Agente Secreto" (concorrendo a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional em 2026).
Música: Ary Barroso foi indicado a Melhor Canção Original por "Rio de Janeiro", do filme "Brazil" (1945), e a dupla Sérgio Mendes e Carlinhos Brown repetiu o feito na categoria musical com "Real in Rio", da animação "Rio" (2012).
Animação: O talento nos traços e efeitos levou Carlos Saldanha a ser indicado a Melhor Curta de Animação por "A Aventura Perdida de Scrat" (2004) e a Melhor Animação por "O Touro Ferdinando" (2018). O diretor Alê Abreu também representou o país com a indicação a Melhor Animação pelo poético "O Menino e o Mundo" (2016).
Documentários: O cinema de não ficção nacional destacou Petra Costa, indicada a Melhor Documentário por "Democracia em Vertigem" (2020), Juliano Ribeiro Salgado, codiretor da obra indicada "O Sal da Terra" (2015), e Pedro Kos, indicado a Melhor Documentário em Curta-Metragem pelo filme "Onde Eu Moro" (2022).
Curtas e Categorias Técnicas: Paulo Machline disputou a categoria de Melhor Curta em Live-Action por "Uma História de Futebol" (2001), e Adolpho Veloso concorre a Melhor Fotografia por "Sonhos de Trem" (2026).
Fonte: O Tempo.