Rito para transmissão de cargo ocorrerá em duas etapas, com cerimônias na Assembleia Legislativa e no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte
Governador de Minas, Romeu Zema, transmitirá o cargo ao vice em cerimônia no Palácio da Liberdade (Foto/Flavio Tavares/O Tempo)
Sete meses depois de se lançar como pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) formaliza, neste domingo (22/3), sua renúncia ao governo de Minas Gerais. O desembarque ocorre no mesmo dia em que ele transmite oficialmente o cargo de chefe do Executivo estadual ao vice, Mateus Simões (PSD), que comandará o estado até dezembro de 2026.
O rito de sucessão ocorrerá em duas cerimônias, que serão realizadas no decorrer desta manhã na Assembleia Legislativa (ALMG) e, depois, no Palácio da Liberdade. Na primeira agenda, deputados darão posse a Simões em uma reunião solene conduzida pelo presidente do Legislativo, Tadeu Leite (MDB).
O sucessor de Zema deve chegar à Assembleia pelo Hall das Bandeiras, momento em que passará por um corredor formado pelos Dragões da Inconfidência – grupamento de honra da Polícia Militar de Minas Gerais. Conforme prevê o rito, Simões entregará a declaração de bens aos deputados, fará a leitura do compromisso constitucional e, por fim, assinará o termo de posse.
A solenidade continua no Palácio da Liberdade, às 11h. Lá, Zema se despede em definitivo do comando do governo de Minas Gerais e entrega o Colar da Inconfidência a Simões, ato que marca a sucessão.
Corrida eleitoral
O desembarque de Zema ocorre a poucos dias do fim do prazo definido pela legislação para que políticos interessados em disputar as eleições se desincompatibilizem de seus cargos públicos. Neste ano, a data-limite para desligamento é o dia 4 de abril.
Com a renúncia, o agora ex-chefe do Executivo mineiro deve se dedicar integralmente à pré-campanha ao Palácio do Planalto. Ele tem reafirmado que manterá o nome na disputa como cabeça de chapa até o fim, apesar de não decolar nas pesquisas. No mais recente levantamento da Genial Quaest, divulgada em 11/3, por exemplo, Zema registrou percentuais de 2% a 3%, a depender do cenário estimulado.
Para justificar a persistência, Zema tem recorrido ao próprio histórico político ao lembrar que, em 2018 – ano em que venceu as eleições após surgir como outsider e disputar a primeira eleição de sua história –, ele também performava mal nas pesquisas de intenção de votos. “Há oito anos, neste mesmo mês de março, eu estava pontuando — não lembro se com 1% ou 2%. Eu sei muito bem como as coisas mudam durante o processo eleitoral, então tem muita imprevisibilidade”, defendeu, em entrevista a O TEMPO, no último dia 13/3.