
Além dos caminhoneiros, um vereador de Conceição das Alagoas e dois empresários foram denunciados por fraude processual (Foto/Divulgação)
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Conceição das Alagoas, denunciou dois motoristas de caminhão por homicídio qualificado e tentativa de homicídio em decorrência de um acidente ocorrido na ponte sobre o Rio Grande, na rodovia AMG-2540, entre Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP). A colisão resultou na morte de Waldomiro de Oliveira Silva, após o carro em que ele estava cair no rio.
De acordo com a denúncia, os caminhoneiros assumiram o risco de provocar um resultado fatal ao trafegarem em comboio com veículos de grande porte sem autorização, em horário proibido, em alta velocidade e realizando ultrapassagem na ponte.
O acidente ocorreu na madrugada de 1º de julho de 2025. Segundo o MPMG, os dois caminhões entraram simultaneamente na ponte enquanto faziam uma ultrapassagem indevida, bloqueando a passagem de veículos no sentido contrário. A manobra provocou uma colisão frontal que arremessou um Fiat Uno ao Rio Grande, causando a morte do motorista. Outro condutor, que vinha logo atrás, também foi atingido, mas sobreviveu.
Além dos caminhoneiros, um vereador de Conceição das Alagoas e dois empresários foram denunciados por fraude processual. Segundo o Ministério Público, 12 dias após o acidente, eles retiraram do leito do Rio Grande o Fiat Uno submerso, sem autorização dos proprietários ou dos órgãos competentes.
A Promotoria afirma que a remoção do veículo alterou o estado do local do acidente e comprometeu a realização da perícia, prejudicando o levantamento fotográfico, o exame técnico e a reconstrução da dinâmica da colisão.
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça, os caminhoneiros poderão ser levados a júri popular e, se condenados, podem cumprir pena de até 30 anos de prisão. Já o vereador e os empresários, denunciados por fraude processual, podem receber pena de até quatro anos de detenção.