POLÍCIA

Acusado cita outro envolvido em morte de jovem que combinou carona por app

Três réus acusados de envolvimento na morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, foram ouvidos ontem

Thassiana Macedo
Publicado em 17/05/2018 às 08:09Atualizado em 16/12/2022 às 01:22
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Reprodução

Kelly Cristina Cadamuro desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado

Três réus acusados de envolvimento na morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, foram ouvidos ontem, durante audiência de instrução e julgamento do juiz da Vara Criminal da comarca de Frutal, Luiz Gustavo Moreira. Como algumas testemunhas arroladas para o caso serão ouvidas por carta precatória, o magistrado abrirá prazo para vista para defesa e acusação, bem como para as alegações finais do Ministério Público e só deve proferir sentença em cerca de 30 dias.

Em entrevista à jornalista Paola Silveira, da Rádio 102 de Frutal, o advogado Jorge Argemiro de Souza Filho, que atua como assistente de acusação, revelou que, ao ser ouvido, Jonathan Pereira do Prado, 33 anos, que foi indiciado por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver, negou participação efetiva no assassinato, apontando a participação de outra pessoa no crime. O assistente de acusação vai solicitar à Polícia Civil que a investigação seja reaberta para identificação desse suposto envolvido, ainda desconhecido.

Wander Luís Cunha e Daniel Teodoro da Silva respondem por receptação, pois teriam comprado os objetos roubados de Kelly. Wander também é acusado de fraude processual majoritária por ter ocultado as digitais.

Para o promotor Fabrício Costa Lopo, ao contrário da linha em que o assistente de acusação trabalha, acredita que o crime não foi praticado de forma escolhida. “O Jonathan buscava uma vítima do sexo feminino para subtrair bens e praticar crime sexual. Por uma infelicidade, a vítima Kelly caiu na armadilha dele, mas não há prova alguma de que uma outra pessoa ou ex-namorado esteja envolvido ou tenha mantido qualquer estratégia com Jonathan para isso, e isso ficou bem claro na audiência”, frisa. Para isso, o promotor lembrou que a versão apresentada pelo réu na reconstituição do crime corroborou as provas colhidas no local do crime.

A estudante de radiologia desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado. Kelly participava de um grupo de carona no WhatsApp e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. O corpo da estudante foi localizado em um córrego entre Itapagipe e Frutal.

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