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Kelly Cristina Cadamuro desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado
Três réus acusados de envolvimento na morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, foram ouvidos ontem, durante audiência de instrução e julgamento do juiz da Vara Criminal da comarca de Frutal, Luiz Gustavo Moreira. Como algumas testemunhas arroladas para o caso serão ouvidas por carta precatória, o magistrado abrirá prazo para vista para defesa e acusação, bem como para as alegações finais do Ministério Público e só deve proferir sentença em cerca de 30 dias.
Em entrevista à jornalista Paola Silveira, da Rádio 102 de Frutal, o advogado Jorge Argemiro de Souza Filho, que atua como assistente de acusação, revelou que, ao ser ouvido, Jonathan Pereira do Prado, 33 anos, que foi indiciado por latrocínio, estupro e ocultação de cadáver, negou participação efetiva no assassinato, apontando a participação de outra pessoa no crime. O assistente de acusação vai solicitar à Polícia Civil que a investigação seja reaberta para identificação desse suposto envolvido, ainda desconhecido.
Wander Luís Cunha e Daniel Teodoro da Silva respondem por receptação, pois teriam comprado os objetos roubados de Kelly. Wander também é acusado de fraude processual majoritária por ter ocultado as digitais.
Para o promotor Fabrício Costa Lopo, ao contrário da linha em que o assistente de acusação trabalha, acredita que o crime não foi praticado de forma escolhida. “O Jonathan buscava uma vítima do sexo feminino para subtrair bens e praticar crime sexual. Por uma infelicidade, a vítima Kelly caiu na armadilha dele, mas não há prova alguma de que uma outra pessoa ou ex-namorado esteja envolvido ou tenha mantido qualquer estratégia com Jonathan para isso, e isso ficou bem claro na audiência”, frisa. Para isso, o promotor lembrou que a versão apresentada pelo réu na reconstituição do crime corroborou as provas colhidas no local do crime.
A estudante de radiologia desapareceu no dia 1º de novembro de 2017 após de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para se encontrar com o namorado. Kelly participava de um grupo de carona no WhatsApp e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. O corpo da estudante foi localizado em um córrego entre Itapagipe e Frutal.