Uma adolescente de 16 anos relatou ter sido agredida pela própria mãe e o caso foi levado à Polícia Militar após profissionais de uma escola estadual identificarem sinais de possível violência. A ocorrência foi registrada nesta terça-feira (22), em Uberaba, depois que a equipe pedagógica acionou os militares.
Segundo o boletim, uma professora percebeu sinais de que a estudante poderia estar sofrendo violência no ambiente familiar e comunicou a situação à equipe pedagógica. A escola também relatou que a adolescente apresentava lesões superficiais em diferentes partes do corpo, principalmente nos braços, pernas e costas.
A estudante contou aos policiais, na presença do diretor e de uma pedagoga, que teria sido agredida pela mãe no sábado anterior. Segundo o relato, a mulher teria utilizado um objeto e uma mangueira durante as agressões.
Ainda de acordo com a adolescente, a situação teria começado após ela pedir autorização para sair com a irmã. A mãe teria negado o pedido porque as duas estariam de castigo. Durante a discussão, a mulher teria ficado nervosa e passado a agredi-la.
A adolescente afirmou que seria a primeira vez que a situação teria chegado àquele ponto, mas relatou que a convivência com a mãe vinha se tornando difícil.
Após o relato, a direção da escola entrou em contato com a mãe e pediu que ela comparecesse à unidade. Conforme o boletim, a mulher confirmou ter batido na filha e afirmou que pretendia corrigi-la devido ao comportamento apresentado nos últimos dias.
A mãe também alegou que a adolescente teria respondido verbalmente durante uma discussão e investido contra ela. Segundo o registro, a mulher admitiu ter atingido os braços e as pernas da filha com uma mangueira e reconheceu que a situação teria fugido do controle.
Os policiais informaram à mulher que os fatos relatados poderiam, em tese, caracterizar crime, incluindo lesão corporal. Como as supostas agressões teriam ocorrido dias antes do atendimento policial, não foi constatada situação de flagrante.
O Conselho Tutelar foi comunicado e orientou o encaminhamento da ocorrência para conhecimento e adoção das providências pertinentes. A escola informou que também adotaria medidas para acompanhamento psicológico da adolescente e monitoramento da situação junto à rede de proteção.
Após o atendimento, a adolescente permaneceu sob os cuidados da mãe, conforme registrado pela Polícia Militar.
O caso foi registrado como lesão corporal e atendimento de denúncia de violência doméstica e deverá ser acompanhado pelos órgãos competentes. Não houve prisão.
Fonte: Programa Hélio Júnior, da Rádio JM 95,5 FM, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h.