Em residência do bairro Gameleiras, uma adolescente de 13 anos decidiu contar à Polícia Militar que, enquanto dormia, foi abusada sexualmente pelo padrasto, de 36 anos
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Apesar das contradições entre as versões, o acusado foi levado à Delegacia de Plantão para esclarecer os fatos
Em residência do bairro Gameleiras, uma adolescente de 13 anos decidiu contar à Polícia Militar que, enquanto dormia, foi abusada sexualmente pelo padrasto, de 36 anos. Conforme relatado no boletim de ocorrências (BO), ela disse que a porta do seu quarto estava aberta no início da manhã da última sexta-feira (28), quando, de repente, sentiu alguém encostar em suas nádegas, achando que fosse seu gato. No entanto, ao abrir os olhos, viu o padrasto sem roupa, ao lado da cama. Neste momento, ela gritou, e ele, rapidamente, correu para fora do seu quarto.
Ainda de acordo com o depoimento da menor à PM, ela trancou a porta do quarto e enviou mensagens pelo celular a uma amiga, também de 13 anos, para que a mesma acionasse a polícia. Então, a jovem atendeu ao pedido da amiga. A mãe estava no trabalho e disse que também recebeu mensagem, mas que a filha apenas disse: "Mãe, estou trancada no quarto". A adolescente também disse que este fato já havia ocorrido em outras ocasiões, porém não sabia dizer se essas outras vezes eram realidade ou se tratava de sonho.
Versões do padrasto e da mãe. Em depoimento à PM, o suspeito declarou que tem relacionamento de cerca de sete anos de união estável com a mãe da enteada e sempre, dentro de casa, havia muito ciúmes da filha com a mãe, por conta da separação com seu pai e por ter começado um novo relacionamento. O suspeito ainda conta que há aproximadamente três anos a vítima cuspiu no seu rosto. Para se defender da acusação, também falou que recebeu uma ligação de sua esposa que para que ele fosse até o quarto da enteada e tentasse abrir a porta, mas a mesma estava trancada. Somente tentou chamá-la batendo à porta e não sendo respondido.
Segundo a mãe, também em depoimento à PM, ao sair de casa para trabalhar, por volta de 9h, foi até o quarto da filha e passou a mão na sua perna, perto das nádegas, tentando acordá-la, mas a mesma estava sonolenta e respondeu murmurand "Já acordei". Ainda segundo a mãe, foi pouco tempo depois de chegar ao seu trabalho que recebeu a mensagem da filha dizendo que estava trancada no quarto. Por isso que pediu para o seu marido ir até lá e tentar abrir a porta. A mãe finaliza assegurando que, na mensagem, a filha não lhe disse que teria sido assediada pelo padrasto.
Mesmo com as contradições, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Plantão para esclarecer melhor os fatos, sendo acionado o Conselho Tutelar, que aconselhou a mãe a levar a filha para fazer exames médicos no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).