
(Foto/Divulgação PMMG)
Uma mulher foi vítima de violência doméstica na madrugada desta terça-feira, 14, no bairro Universitário, em Uberaba. Segundo a Polícia Militar, ela relatou ter sido agredida fisicamente pelo ex-companheiro e por um familiar dele dentro da residência onde viviam.
De acordo com o boletim, a equipe policial se deparou com a vítima em estado de grande abalo emocional durante patrulhamento preventivo. Aos militares, a mulher contou que manteve um relacionamento de cerca de um ano com o suspeito e que o término havia ocorrido há poucos dias, mas ambos ainda residiam no mesmo imóvel.
Conforme o relato, o ex-companheiro não aceitava o fim da relação e apresentava comportamento ciumento e possessivo, além de fazer uso frequente de álcool e drogas. A vítima informou que as agressões começaram após o casal retornar de um encontro familiar onde haviam ingerido bebida alcoólica.
Ainda segundo o registro, após uma discussão, o homem teria arrastado a mulher para um dos quartos e desferido socos na cabeça e nas costelas. Durante as agressões, ele teria se apoderado de uma faca e feito ameaças de morte. A vítima contou que, ao tentar se defender, caiu ao chão e foi atingida por chutes.
O boletim aponta que um segundo envolvido, familiar do autor, teria participado das agressões ao segurar a mulher, impedindo sua reação. Antes de fugir, os suspeitos ainda teriam danificado um espelho no imóvel.
Após ouvir gritos por socorro, os dois deixaram o local em uma motocicleta e não foram localizados até o encerramento da ocorrência.
A Polícia Militar constatou sinais de desordem na residência, compatíveis com a versão apresentada, e apreendeu uma faca com cabo de madeira utilizada nas ameaças.
A vítima foi encaminhada para atendimento médico, onde teve as lesões registradas. Ela foi orientada a procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para formalizar a denúncia e manifestou interesse em solicitar medidas protetivas.
Segundo o boletim, a mulher afirmou que já havia sofrido agressões anteriores, mas não havia denunciado por medo e por estar há pouco tempo na cidade, além de relatar situações de controle financeiro e restrição de liberdade.
O caso segue sob investigação, e as diligências continuam na tentativa de localizar os suspeitos.