Um condomínio residencial de Uberaba denunciou à Polícia Civil um possível golpe após pagar R$ 20 mil antecipadamente para a aquisição e instalação de novas câmeras de segurança. Segundo a síndica, o serviço não teria sido executado e o valor não foi devolvido.
A ocorrência foi registrada neste segunda-feira (21). Conforme o boletim, a administradora do condomínio havia indicado uma empresa para realizar serviços de automação, manutenção preventiva e emergencial no sistema de controle de acesso.
Após contato e apresentação de orçamento, foi firmado contrato que previa manutenção do sistema de reconhecimento facial, cerca elétrica, motores dos portões e câmeras, além de verificação do nível de água da bomba subterrânea, atendimento emergencial e suporte técnico. O valor mensal estabelecido era de R$ 1 mil.
Pagamento antecipado
Cerca de dois meses após a contratação, uma assembleia do condomínio aprovou a compra de novas câmeras. A síndica relatou que solicitou um orçamento ao responsável pela empresa e recebeu a orientação de que seria necessário um pagamento antecipado de R$ 20 mil para que o serviço fosse adiantado junto ao fornecedor.
Segundo o relato apresentado à polícia, o condomínio realizou o pagamento. Posteriormente, porém, o responsável pela empresa teria começado a alegar problemas pessoais e deixado de comparecer aos horários combinados para a execução dos serviços.
Ainda conforme a síndica, ela tomou conhecimento de que o responsável teria registrado uma ocorrência em Igarapava (SP), alegando estar sendo ameaçado. Em novo contato, ele teria afirmado que pretendia fechar a empresa e esconder a família por causa das supostas ameaças e, por isso, não conseguiria cumprir os serviços contratados.
Diante da situação, o condomínio realizou o distrato do contrato e estabeleceu prazo de cinco dias para a devolução dos R$ 20 mil. Também foi solicitada a restituição de equipamentos relacionados ao sistema de reconhecimento facial.
De acordo com o boletim, o prazo terminou sem que o dinheiro ou os equipamentos fossem devolvidos. Depois disso, o responsável pela empresa teria bloqueado os canais de contato utilizados pela síndica.
A representante do condomínio apresentou à polícia documentos relacionados ao contrato, ao pagamento e aos demais fatos relatados. A ocorrência foi registrada como estelionato consumado e encaminhada à Polícia Civil para investigação.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.