Uma empregada doméstica de 44 anos denunciou o patrão, de 76, por supostos episódios de importunação sexual durante o período em que trabalhava na residência dele, no bairro Beija-Flor I, em Uberaba. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar na tarde desta sexta-feira (25).
Segundo o boletim, a mulher trabalha há cerca de seis anos na residência, onde atualmente o homem mora sozinho. Ela relatou aos policiais que, há aproximadamente dois meses, o patrão teria passado a adotar comportamentos de cunho sexual, tocando partes de seu corpo sem autorização em diferentes ocasiões.
Ainda conforme o relato, a mulher disse que pediu diversas vezes para que ele parasse e afirmou que não concordava com as atitudes. Segundo ela, o homem teria respondido que não iria interromper o comportamento e que, caso ela contasse a alguém, negaria os fatos.
A empregada contou que chegou a comunicar os episódios aos filhos do homem, que seriam seus contratantes. De acordo com ela, os filhos demonstraram indignação, conversaram com o pai e disseram que não aceitavam aquele comportamento. Mesmo assim, segundo a mulher, as situações teriam continuado.
O episódio mais recente teria ocorrido durante o horário de trabalho, quando ela se abaixava para pegar um objeto. Conforme o relato apresentado à PM, o homem teria se aproximado por trás e passado a mão entre as nádegas dela.
A mulher afirmou que se levantou imediatamente, pediu que ele parasse e disse que chamaria a Polícia Militar. Na sequência, ligou para o marido, que foi até a residência. Segundo ela, o companheiro conversou com o patrão, que teria permanecido sem responder às acusações e dito apenas que afirmaria ter sido agredido pelo marido dela.
Depois de deixar o imóvel, a mulher informou que recebeu uma ligação de um dos filhos do patrão e relatou novamente o ocorrido. Ela disse que o homem teria demonstrado indignação e afirmado que conversaria com o pai.
Versão do patrão
A Polícia Militar também ouviu o homem de 76 anos. Segundo o boletim, ele confirmou ter tocado nas nádegas da funcionária, mas apresentou uma versão diferente para o episódio.
Conforme o relato registrado pelos policiais, o homem afirmou que a mulher estaria “rebolando” em sua frente e que, por esse motivo, teria passado a mão nas nádegas dela. Ele também declarou que os outros episódios em que teria tocado a funcionária ocorreram porque, segundo sua versão, teria sido provocado.
O homem afirmou ainda que a residência possui câmeras de segurança que possivelmente registraram o episódio. No entanto, de acordo com a PM, ele não apresentou nem mostrou as imagens aos militares.
Durante o atendimento, os policiais relataram que a mulher estava bastante abalada e chorava enquanto prestava depoimento. Ela afirmou que não se sentia mais em condições de continuar trabalhando na residência e que pretendia tomar providências contra o patrão.
Como o episódio mais recente teria ocorrido no dia anterior e o homem não estava em situação de flagrante quando os policiais chegaram à residência, não houve prisão.
O caso foi registrado pela Polícia Militar e deverá seguir para as providências cabíveis.