CUIDADOS

Enxame de abelhas atacou: correr, entrar na água ou tentar espantar? Bombeiros orientam

Após caso de menina com mais de 100 ferroadas em Minas, Bombeiros explicam como agir e o que evitar

Juliana Corrêa
Publicado em 21/09/2026 às 17:45
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Na última semana, viralizou nas redes sociais o vídeo de uma menina de 12 anos que foi atacada por um enxame de abelhas enquanto voltava da escola, em Ibirité, e foi salva por um motociclista que passava pelo local. A ocorrência, que deixou a adolescente com mais de 100 ferroadas, serve de alerta para os cuidados necessários ao encontrar um enxame e para saber como agir caso as abelhas ataquem.

Ao Jornal da Manhã, o Corpo de Bombeiros informou que, ao presenciar alguém sendo atacado, a primeira orientação é acionar o serviço de emergência pelo telefone 193 e, de um local seguro, orientar a vítima a se afastar do enxame. A pessoa que estiver sendo atacada deve procurar imediatamente um ambiente fechado, protegendo principalmente o rosto, os olhos e o pescoço durante a fuga. Movimentos bruscos para tentar afastar as abelhas devem ser evitados. 

Outra recomendação é não entrar na água durante o ataque. De acordo com os Bombeiros, a medida não necessariamente interrompe a ação das abelhas e ainda pode trazer outros riscos, como o afogamento. Depois de chegar a um local seguro, é possível verificar a presença de ferrões e retirá-los por raspagem, sem apertar a região. Em casos de múltiplas picadas ou diante de sintomas como dificuldade para respirar, inchaço no rosto ou na garganta, tontura e alteração da consciência, é necessário procurar atendimento médico imediatamente. 

A prevenção também começa ao avistar um enxame ou uma colmeia. A orientação do Corpo de Bombeiros é manter distância, evitar a rota de voo das abelhas e manter crianças e animais domésticos afastados. Pancadas, barulhos e o uso de equipamentos motorizados, como roçadeiras e cortadores de grama, também devem ser evitados nas proximidades. No campo, a recomendação é observar a presença de abelhas antes de iniciar atividades com tratores. 

Os Bombeiros também orientam a não aplicar fumaça, veneno, álcool ou fogo e a não tentar matar uma abelha que se aproxime. Segundo a corporação, isso pode liberar substâncias de alerta e atrair outras abelhas. A retirada de uma colmeia ou enxame deve ser feita por profissionais treinados e equipados. Quando não houver risco imediato, a orientação é procurar um apicultor capacitado. Se houver risco iminente para pessoas ou animais, o chamado deve ser feito pelo 193. 

Nas ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros, as equipes avaliam o cenário, prestam o socorro necessário, isolam a área e utilizam equipamentos de proteção e técnicas específicas. Quando possível, o trabalho busca preservar as abelhas por meio da captura e remoção, preferencialmente durante a noite, quando a atividade dos insetos é menor. Durante a operação, moradores próximos podem ser orientados a permanecer dentro de casa, com portas e janelas fechadas, e manter os animais em segurança.

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