Uma criança de 3 anos foi levada ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, após uma suspeita de violência sexual levantada na escola onde estuda. O caso foi registrado pela Polícia Militar nesta segunda-feira (21), depois que a menina chegou à instituição reclamando de dores nas partes íntimas.
Segundo o boletim de ocorrência, durante conversa com profissionais da escola, a criança teria relatado que o avô, a quem se refere como “pai”, mexeu em suas partes íntimas. Ainda conforme o relato apresentado pela instituição ao hospital, a menina teria dito que sentiu dor e chorou durante o episódio.
A criança foi levada ao hospital pela mãe e pela coordenadora pedagógica da escola. Durante a avaliação, a médica pediatra identificou vermelhidão na região genital. Conforme registrado pela PM, a alteração poderia ter diferentes causas, incluindo assaduras. Não foi constatado rompimento do hímen. Material também foi coletado para posterior perícia.
O avô apontado no relato da criança foi localizado durante as diligências policiais e negou ter mexido nas partes íntimas da neta. Segundo o registro, ele afirmou que auxilia a esposa e a filha nos cuidados com a criança.
A menina não foi ouvida pelos policiais. A decisão considerou a idade da criança e a necessidade de evitar que ela fosse submetida a repetidas entrevistas sobre o episódio, seguindo os procedimentos específicos para a escuta de crianças vítimas ou testemunhas de violência.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o atendimento. A equipe médica, a assistência social e o órgão decidiram pela permanência da criança internada no hospital para que as providências relacionadas ao caso fossem adotadas no dia seguinte, visando preservar a integridade e o melhor interesse da menina.
Até o momento do atendimento policial, o suspeito não foi conduzido à delegacia. Conforme o boletim, não havia elementos suficientes para caracterizar uma situação de flagrante, diante da ausência de informações precisas sobre quando e como os fatos teriam ocorrido.
O caso deverá seguir para investigação, incluindo a análise do material coletado para perícia e os demais procedimentos previstos para situações envolvendo suspeita de violência sexual contra criança.
Fonte: Programa Hélio Júnior, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h, pela Rádio JM 95,5 FM e no canal Programa Hélio Júnior, no YouTube. Siga também no Instagram e no TikTok: @heliojuniorradialista.