Auxiliar de refrigeração, de 21 anos, registrou queixa na Polícia Militar (PM), informando que é acadêmico (da área de Humanas) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e que, durante jogo de futebol com acadêmicos do curso de Medicina da mesma universidade, teria sido vítima de injúria racial, quando gritaram: “Você quer banana para correr mais rápido, seu imundo, pega banana”. O registro policial foi feito na Base de Segurança Comunitária (BSC) da avenida Nossa Senhora do Desterro, no domingo (11).
De acordo com o que foi apurado pelo Jornal da Manhã, a suposta vítima relatou que, durante o evento denominado “Intercursos UFTM”, ao participar de uma partida de futebol de campo, disputada entre as atléticas da Medicina e Humanas, teria sofrido injúria racial.
Ele relata ainda que os integrantes da atlética da medicina se referiram aos atletas negros do time adversário (Humanas), de imundos. Também disse que em momentos específicos, principalmente quando estava na posse da bola, da arquibancada os integrantes gritavam: “Você quer banana para correr mais rápido, seu imundo, pega banana”.
Ainda conforme o apurado, a conduta perpetrada pelos integrantes da atlética da medicina foi constatada na súmula oficial do jogo e não foi possível, naquele momento, identificar a autoria. No entanto, as ofensas foram gravadas e as imagens auxiliarão na identificação dos envolvidos.
O registro policial foi encaminhado à Polícia Civil para as demais providências.
Em nota, a Atlética de Medicina da UFTM afirma que a Associação não compactua ou anui com condutas racistas e "fará o possível para auxiliar neste caso de forma cabível". Acrescenta, também, que colabora com a organização do evento para a tomada de decisão e que a pessoa a quem atribuiram a prática racista não faz parte da gestão da Atlética.
Confira o comunicad
"Observa-se que a Atlética não foi acusada de tal ato, pelo contrário, estão auxiliando a organização do evento com imagens do jogos e relatos, a fim de que a organização chegue em sua decisão.
Informa-se ainda, que a pessoa a quem inicialmente tem sido atribuido a prática desta conduta, sequer faz parte da gestão da Atlética, estando naquele local apenas na qualidade de torcedor.
Por fim, ressalta-se que a Atlética de Medicina da UFTM não compactua ou anui com condutas racistas e fará o possível para auxiliar neste caso da forma cabível."