Operação da Polícia Federal investiga quatro financiamentos fraudulentos que movimentaram R$ 453 mil; suspeitos abordavam pessoas com supostos brindes e encomendas

(Foto/Divulgação PF)
Um grupo criminoso é investigado pela Polícia Federal (PF) por usar fotografias, dados pessoais e biometria facial de vítimas para contratar financiamentos de veículos sem autorização. O esquema é alvo da Operação Brinde Facial, deflagrada nesta quinta-feira (8), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Segundo as investigações, os suspeitos abordavam as vítimas sob o pretexto de realizar a entrega de brindes ou encomendas. Durante o contato, eles coletavam informações, fotografias e dados biométricos que posteriormente seriam utilizados nas fraudes.
Nesta quinta-feira, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal. Os alvos da operação são investigados por participação no esquema.
Financiamentos fraudulentos
Até o momento, a PF identificou quatro financiamentos obtidos de forma fraudulenta, que juntos movimentaram aproximadamente R$ 453 mil.
De acordo com a apuração, os valores eram depositados em uma conta vinculada a uma empresa investigada. Depois, o dinheiro era transferido e dividido entre pessoas relacionadas ao grupo.
A movimentação financeira chamou a atenção dos investigadores. Laudos periciais apontaram que a empresa recebeu mais de R$ 7,1 milhões entre 2022 e 2023, apesar de possuir capital social de apenas R$ 10 mil.
A investigação indica que os valores recebidos eram rapidamente pulverizados entre diferentes contas, dificultando o rastreamento do dinheiro.
Investigação continua
Os investigados poderão responder pelos crimes de obtenção fraudulenta de financiamento e associação criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 11 anos de prisão, além de multa.
A PF ainda apura a participação de outras pessoas e a possível existência de novos crimes e financiamentos fraudulentos relacionados ao grupo.
A investigação também deve esclarecer a extensão do uso dos dados pessoais e biométricos das vítimas e identificar outras pessoas que possam ter sido prejudicadas pelo esquema.