Foto/Jairo Chagas
Parentes dos presidiários se negaram a realizar a visita ontem e manifestaram com cartazes na porta da penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira”
Com cartazes em mãos, aproximadamente 50 familiares de detentos da penitenciária “Professor Aluízio Ignácio de Oliveira” realizaram ontem protesto pacífico em frente da unidade. Eles reivindicam melhores condições para a realização das visitas, como, por exemplo, locais para assento, banheiro e bebedouro disponíveis. Como parte do protesto, os manifestantes se recusaram a entrar na penitenciária durante o horário de visita, das 8h e 16h.
“Quando a gente entra para as visitas, já não estamos mais aguentando ficar no sol e sentados no chão. Não tem lugar para beber água. Não aguentamos mais também a demora para liberarem a gente para ir ao banheiro. Temos que esperar até duas horas; muita gente chega a passar mal com o sol. Semana passada teve uma mulher que fez xixi nas calças porque não a liberaram para ir ao banheiro; a situação é desumana”, se queixou a esposa de detento, de 35 anos. Outra esposa de detento reclamou do tratamento que recebe durante as revistas. “Somos oprimidas no momento em que somos revistadas. Não é feito somente o procedimento que a lei permite, mas o que elas querem que a gente faça”, contou.
A reportagem do Jornal da Manhã ligou em Belo Horizonte, na assessoria de comunicação da Seap (Secretaria de Estado de Administração Prisional), mas o telefone não foi atendido.