Mulher de 31 anos registrou ocorrência de ameaça e violência psicológica recorrente, em condomínio localizado no bairro Guanabara, em Uberaba. O caso mais recente, conforme relato, teria ocorrido na segunda-feira (27).
De acordo com a vítima, as situações envolvem o pai de seu filho, um homem de 30 anos, com quem não mantém relacionamento há cerca de dois anos. Segundo o registro, ela afirma ser alvo frequente de ofensas verbais e desqualificações como mãe durante chamadas telefônicas e de vídeo, além de sofrer pressões psicológicas constantes.
Ainda conforme a ocorrência, a mulher relatou que o autor faz uso de entorpecentes e, sob efeito das drogas, passa a proferir xingamentos e acusações consideradas falsas. Ela também afirmou que vem sendo ameaçada pelo homem, com declarações de que pretende buscar a guarda do filho em comum, uma criança de aproximadamente um ano e meio.
A vítima destacou que não possui rede de apoio familiar, o que agrava sua situação diante das dificuldades no cuidado com a criança. Também foram relatados conflitos relacionados ao regime de visitas, inexistindo acordo entre as partes em razão do comportamento descrito como agressivo e inflexível por parte do pai.
Entre os episódios citados consta a necessidade de atendimento médico da criança, que apresentava sintomas de doença contagiosa. Segundo a mulher, ela solicitou ao pai e à avó paterna que levassem o menor a uma unidade de saúde, o que não teria sido feito. Posteriormente, o quadro clínico teria se agravado e a criança foi impedida de permanecer na creche, por orientação da direção.
Ainda conforme o relato, diante da necessidade de trabalhar e sem apoio para cuidar do filho, a mulher buscou auxílio do pai da criança, que teria se recusado e iniciado novas ofensas. Ela também afirmou ter sido acusada injustamente de intenção de abandono após mencionar a possibilidade de levar o filho até a residência do pai.
A vítima informou que já acionou assistência jurídica para revisão do regime de visitas. Apesar dos fatos relatados, declarou que, no momento, não deseja representar criminalmente contra o autor nem solicitar medidas protetivas.