O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um fonoaudiólogo por seis crimes de violação sexual mediante fraude contra mulheres atendidas em uma instituição de assistência a pessoas com deficiência, em Barroso, na região do Campo das Vertentes. A denúncia foi publicada nesta sexta-feira (4).
Segundo o MPMG, os crimes teriam ocorrido entre os dias 5 e 26 de março deste ano, período em que o profissional trabalhava na instituição. As vítimas seriam mães ou responsáveis por alunos atendidos no local.
Conforme a denúncia, o fonoaudiólogo teria se aproveitado da condição de especialista e da relação de confiança estabelecida com as mulheres para chamá-las ao consultório. O argumento seria prestar orientações sobre exercícios que deveriam ser realizados com os filhos.
Durante os encontros, ainda segundo o Ministério Público, o profissional teria simulado procedimentos fonoaudiológicos e praticado atos de natureza sexual sem o consentimento das vítimas.
De acordo com a acusação, os episódios apresentavam dinâmica semelhante. O profissional utilizaria supostos exercícios respiratórios e orientações terapêuticas para induzir as mulheres a participar das atividades.
Algumas vítimas teriam relatado desconforto e tentado se afastar durante os atendimentos. Em determinadas ocasiões, conforme o MPMG, a porta do consultório permanecia trancada.
Os relatos chegaram ao conhecimento das autoridades e foram formalizados. A partir das informações, foi instaurado um inquérito policial que serviu de base para a ação penal apresentada pelo Ministério Público.
Além da condenação pelos seis crimes de violação sexual mediante fraude, em concurso material, o MPMG pediu que o acusado seja condenado ao pagamento de uma indenização mínima de R$ 10 mil para cada vítima.
O fonoaudiólogo está preso.
As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e o denunciado tem direito à ampla defesa e ao contraditório.