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Golpes virtuais se multiplicam em Uberaba; vítimas perderam dinheiro e tiveram dados comprometidos

Publicado em 29/06/2026 às 08:09
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Pelo menos três casos de estelionato com diferentes modalidades de golpe foram registrados pela Polícia Militar em Uberaba na sexta-feira (26). As ocorrências envolvem falsa loja virtual, extorsão após invasão de computador e criminosos que se passaram por advogado para aplicar fraudes bancárias.

Em um dos casos, uma comerciante procurou a polícia após cair em um golpe durante a compra de mercadorias pela internet. Segundo o boletim de ocorrência, ela tentou adquirir peças de vestuário para sua loja por meio do site de uma empresa, mas, sem conseguir concluir a compra, passou a negociar com uma pessoa que se apresentou como representante do estabelecimento por um aplicativo de mensagens.

Após receber uma chave Pix, a vítima realizou uma transferência de R$ 530. Como os produtos nunca foram entregues e não houve mais resposta dos supostos vendedores, ela acionou a instituição financeira para contestar a operação e registrou a ocorrência.

Outro caso envolveu um jovem que relatou ter sido vítima de estelionato e extorsão virtual. Conforme o registro, ele participava de uma conversa em uma plataforma online quando foi convidado por outro usuário para jogar Minecraft. Durante o contato, recebeu um arquivo compactado, que acabou instalando em seu computador.

Depois disso, o suspeito passou a afirmar que tinha acesso às contas digitais da vítima e ameaçou divulgar conteúdos utilizando sua identidade, além de fazer denúncias falsas às autoridades. Para evitar as supostas ações, o jovem realizou diversas transferências via Pix, que totalizaram mais de R$ 2,6 mil. A vítima informou ainda acreditar que os criminosos continuam com acesso aos seus dados pessoais.

Já no terceiro registro, duas mulheres denunciaram um golpe praticado por criminosos que utilizaram o nome e a imagem de um advogado responsável por uma ação judicial. Segundo o boletim, uma das vítimas recebeu mensagens informando que teria direito ao recebimento de aproximadamente R$ 119 mil e que seria necessário cumprir algumas etapas para liberar o valor.

Durante o contato, um homem que se apresentou como auxiliar do advogado orientou as vítimas a fornecerem dados bancários, acessarem links e realizarem procedimentos de reconhecimento facial nos celulares. A fraude só foi descoberta quando familiares viram uma publicação do verdadeiro advogado alertando que criminosos estavam usando sua identidade para aplicar golpes.

Ao verificarem as contas bancárias, as vítimas constataram movimentações financeiras não autorizadas. O perfil utilizado pelos golpistas também teve a foto alterada após a fraude, dificultando a identificação dos autores.

Os três casos foram registrados pela Polícia Militar e encaminhados à Polícia Civil, que ficará responsável pelas investigações. As vítimas também foram orientadas a procurar as instituições financeiras para contestar as transações e adotar medidas de segurança em suas contas.

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