Um empresário perdeu R$ 177.154,69 após ser vítima de um golpe aplicado por pessoas que se passaram por uma advogada e por um integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Uberaba. Segundo o boletim de ocorrência registrado em 31 de agosto, os criminosos tinham informações sobre uma ação judicial movida pela empresa e usaram os dados para convencer a vítima a realizar operações bancárias.
O golpe começou por volta das 11h38, quando o empresário recebeu uma ligação. Após retornar o contato, ele conversou com uma pessoa que se apresentou como sua advogada. De acordo com o relato registrado pela Polícia Militar, a falsa profissional demonstrou conhecer detalhes do processo, incluindo a parte contrária e o valor aproximado de R$ 190 mil que estaria sendo discutido na ação.
A suspeita afirmou que o processo havia sido ganho e que o valor seria pago de forma parcelada. Em seguida, pediu os dados bancários do empresário e o convidou para participar de uma reunião virtual, sob a justificativa de dar início aos procedimentos necessários para liberar o dinheiro.
Durante a chamada, um segundo suspeito entrou em contato e teria se apresentado como integrante do Superior Tribunal de Justiça. Os criminosos então orientaram o empresário a acessar contas bancárias pessoais e da empresa e a realizar uma série de procedimentos que, segundo eles, fariam parte de um protocolo relacionado ao processo judicial.
Acreditando que as operações eram necessárias para receber o dinheiro da ação, a vítima seguiu as orientações. Conforme o boletim, foram identificadas nove transferências para contas de terceiros, que totalizaram R$ 103.693,64.
Além das transferências, também foram identificadas outras movimentações financeiras e lançamentos em cartão. Somados, os valores resultaram em um prejuízo de R$ 177.154,69.
O empresário percebeu posteriormente que havia sido enganado. Segundo o relato, os suspeitos apagaram mensagens e outros registros da conversa, mas a vítima conseguiu preservar comprovantes bancários e lançamentos realizados no cartão.
Após identificar as operações, o empresário procurou as instituições financeiras na tentativa de cancelar ou bloquear as transações e também registrou a ocorrência junto à Polícia Militar.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que deverá investigar a identidade dos envolvidos, a origem das informações utilizadas no golpe e o destino dos valores transferidos.
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