Um homem de 59 anos denunciou à Polícia Civil de Uberaba um possível golpe envolvendo um financiamento de R$ 114.794,26 contratado em seu nome. Segundo o boletim de ocorrência, ele afirma nunca ter comprado o veículo vinculado ao contrato, nem ter autorizado qualquer pessoa a utilizar seus dados para realizar a operação.
A situação veio à tona depois que o homem e uma filha receberam informações, pelo WhatsApp, sobre uma ação de busca e apreensão relacionada ao financiamento. Conforme os documentos mencionados no registro, o contrato teria sido formalizado em fevereiro deste ano.
O financiamento questionado prevê 60 parcelas de R$ 3.124,63. Somadas, as prestações chegam a R$ 187.477,80. O veículo relacionado à operação é um Chevrolet Tracker, ano 2021/modelo 2022.
À polícia, a vítima afirmou que nunca comprou, recebeu, utilizou ou teve a posse do automóvel. Também declarou que não pagou qualquer entrada ou parcela do financiamento.
Segundo o boletim, a contratação teria ocorrido de forma eletrônica, mas o telefone, e-mail e endereço residencial utilizados na operação não seriam reconhecidos pelo homem. Ele também afirmou desconhecer a assinatura eletrônica e os demais dados usados no contrato.
A vítima relatou que apenas seu nome e documentos pessoais seriam verdadeiros entre as informações utilizadas na documentação. Ele suspeita que terceiros tenham obtido seus dados e os utilizado indevidamente para formalizar o financiamento.
Outro ponto levantado no registro é que documentos apresentados no processo indicariam que o veículo estaria registrado em nome de uma terceira pessoa. Diante da divergência, o juízo responsável pela ação teria determinado que a instituição financeira esclarecesse a titularidade do automóvel e apresentasse documentos que comprovassem a negociação.
Até o momento registrado no boletim, a ordem de busca e apreensão ainda não havia sido deferida.
Enquanto aguardava os desdobramentos do caso, o homem também recebeu contatos relacionados ao veículo. Uma pessoa teria informado que havia comprado o automóvel e solicitado uma procuração assinada pela vítima. Ele, porém, afirmou novamente que nunca foi proprietário do carro e não participou de qualquer negociação envolvendo o veículo.
A ocorrência foi registrada como estelionato consumado e também menciona suspeitas de falsidade documental, falsa identidade e uso indevido de dados pessoais. O caso será apurado pela Polícia Civil.
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