ABSURDO

Inquérito aponta álcool e irregularidades em acidente de lancha com 6 mortos no Rio Grande

Polícia Civil conclui investigação sobre tragédia ocorrida entre Sacramento e Rifaina; piloto não tinha habilitação, embarcação estava irregular e não haverá indiciamento porque o condutor morreu no acidente

Publicado em 17/04/2026 às 11:00
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 (Foto/Divulgação Redes Sociais)

(Foto/Divulgação Redes Sociais)

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o acidente de lancha que deixou seis mortos no Rio Grande, na divisa entre Sacramento (MG) e Rifaina (SP), e apontou uma sequência de irregularidades na ocorrência registrada em 21 de fevereiro. Segundo a investigação, o condutor da embarcação não possuía habilitação para pilotar, a lancha estava com documentação irregular e os laudos periciais identificaram ingestão de álcool nas cinco vítimas adultas que morreram, incluindo o piloto. A única exceção foi uma criança de 4 anos. Como o responsável pela condução também morreu, não houve indiciamento criminal, e o procedimento foi remetido ao Judiciário.

O acidente aconteceu quando a lancha, com 15 pessoas a bordo, colidiu contra um píer na margem mineira do rio. De acordo com a apuração técnica, o piloto perdeu o controle da embarcação, que tombou após o impacto, provocando o afogamento das vítimas. Nove ocupantes sobreviveram e foram socorridos com ajuda de moradores, mergulhadores e agentes que atuaram no atendimento inicial.

A embarcação havia saído de Franca, no interior paulista, e seguia pela região turística do Rio Grande, área bastante frequentada por grupos em fins de semana e feriados. O caso ganhou repercussão logo após a tragédia porque, ainda nos primeiros levantamentos, o Corpo de Bombeiros já havia informado que o motorista da lancha não tinha a habilitação náutica exigida para esse tipo de condução.

As vítimas fatais foram Bento Aredes, de 4 anos; Erica Fernanda Leal Lima, de 41; Juliana Fernanda de Oliveira Silva Ferreira, de 41; Marina Matias Rodrigues, de 22; Viviane Aredes, de 35; e Wesley Carlos da Costa, de 45, identificado como o condutor da lancha. Entre os mortos, estavam mãe e filho, Viviane e Bento. Os dois eram familiares do prefeito de Patrocínio Paulista, no interior de São Paulo, e, após a tragédia, o município decretou luto oficial de três dias.

Na época do acidente, a repercussão também mobilizou moradores e familiares nas cidades da região. Parte das vítimas foi velada em Franca, e relatos publicados à época mostraram o impacto da tragédia entre parentes e amigos. Em um dos perfis reunidos pela imprensa, Viviane era descrita como mãe de dois filhos; Erica, como uma mulher querida entre familiares e amigos; e Wesley aparecia nas redes sociais em registros de viagens e momentos de lazer, inclusive em embarcações.

Mesmo com as irregularidades identificadas, não houve indiciamento criminal. Isso porque o próprio condutor morreu no acidente, o que levou à extinção da punibilidade, segundo a Polícia Civil. O procedimento foi encaminhado ao Poder Judiciário.

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