Apurações indicam que a mãe da garota, de 4 anos, além de perceber as agressões, se mantinha inerte diante da situação; casal foi indiciado por tortura seguida de morte
A Polícia Civil concluiu inquérito sobre a morte da garotinha Alice, de quatro anos, ocorrida no dia 7 deste mês. O padrasto e a mãe da vítima são apontados como principais suspeitos da autoria de uma “morte brutal”, conforme a investigação detalha.
Reportagem do Jornal da Manhã teve acesso ao documento na manhã de ontem. Logo no início o inquérito afirma que “a criança vinha sendo constantemente agredida pelo padrasto e sua genitora, a qual, além de perceber outras agressões, se mantinha inerte”.
O número de ferimentos que a criança apresentava é assustador e expõe cenário de barbárie pela qual a vítima passou. Segundo o inquérito, Alice teve três rompimentos no baço, havia líquido intestinal, ar, fezes e mais de dois litros de sangue na cavidade abdominal. Além disso, a criança apresentava ruptura do cólon transverso e uma lista extensa de hematomas. Exames do Instituto Médico Legal detalham também que os ferimentos eram crônicos, ou seja, havia ferimentos antigos, cicatrizados, e os ferimentos recentes.
O documento indica que o sangramento do baço era ativo e a lesão havia sido causada por volta de 18h do dia 6 de abril. A vítima morreu na madrugada do dia 7. Estima-se que também possa ter havido demora para ser acionado o socorro.
No auto da prisão em flagrante, o padrasto afirmou que no dia da fatalidade ele empurrou a criança, que bateu a barriga na quina da cama. Em outro trecho do depoimento, a versão aponta que a jovem pediu que ele brincasse com ela e ele deu um soco na cama, que se quebrou, acertando as costelas da criança.
Tanto o padrasto quanto a mãe de Alice acabaram indiciados pela prática de tortura seguida de morte e os autos foram remetidos à Justiça. Ambos os acusados seguem presos na cidade de Sacramento.