Uma operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Patos de Minas resultou na prisão temporária de três investigadores e um escrivão da Polícia Civil de Minas Gerais na manhã desta terça-feira (3). A ação integra a segunda fase da Operação Carga Pesada, que apura o envolvimento dos agentes em uma organização criminosa especializada em roubo e furto de cargas.
Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão nas cidades de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana da capital.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os policiais são vinculados ao Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) e são suspeitos de integrar uma associação criminosa formada também por agentes públicos. As investigações apontam que os servidores teriam cometido crimes contra a administração pública ao receber vantagens indevidas de integrantes do grupo investigado na primeira fase da operação.
A ofensiva conta com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais e da Corregedoria da própria Polícia Civil.
Primeira fase
Deflagrada em junho do ano passado, a primeira etapa da Operação Carga Pesada cumpriu 25 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão em cidades mineiras como Patrocínio, Uberaba, Ibiá e Alfenas, além de Caruaru e Itaitinga.
De acordo com o MPMG, a organização criminosa é investigada por roubos de cargas de café, com prejuízo superior a R$ 5 milhões. As apurações indicam que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas desde o roubo até a revenda das mercadorias, além de envolvimento em adulteração de veículos e outras fraudes para dificultar a identificação dos crimes.
O cumprimento de mandados em diferentes estados reforça o caráter interestadual da organização investigada.