POLÍCIA

Jovem acusa segurança de estupro após permitir entrada dela em festa

De acordo com relatos da suposta vítima, o segurança que franqueou sua entrada se aproximou e disse que se ela não o acompanhasse iria denunciá-la

Carlos Paiva
carlospaiva@globo.com
Publicado em 01/05/2017 às 08:12Atualizado em 16/12/2022 às 13:39
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Jovem de 22 anos registrou queixa na polícia, alegando ter sido estuprada por segurança de uma festa tradicional em Uberaba. A vítima alega que foi colocada para dentro da festa pelo segurança, que depois a teria procurado, solicitando-lhe que fosse com ele a um local onde não tinha mais ninguém. Ela afirma que foi obrigada a fazer sexo oral e depois manteve relação sexual. O suposto segurança não foi identificado. O caso seguirá amanhã para a Delegacia de Orientação e Proteção à Família. 

Conforme conta no Registro de Eventos de Defesa Social (Reds), por volta das 10h de ontem, a jovem compareceu no posto policial e disse que se encontrava em uma festa de casamento, na Casa do Folclore (salão verde), e começou a conversar com uma segurança de uma festa paga que acontecia nesse mesmo local, porém em outra parte da casa, destinada a aluguéis para festas e eventos. Ela alega que a segurança teria perguntado se ela gostaria de entrar na festa sem pagar. A jovem diz que depois que deu a resposta afirmativa à segurança e foi até outro segurança da festa paga. Ele se deslocou até onde ela estava e autorizou sua entrada, sem nenhum custo financeiro. Neste momento, ainda conforme a suposta vítima, o segurança informou seus números de telefone. Durante a festa, o segurança que franqueou a sua entrada, por várias vezes, teria tentado assediá-la e outro segurança aproximou-se dela para dizer que seu colega de trabalho estava interessado em manter relação sexual com ela. A suposta vítima alega que, para se ver livre do assédio, disse ao segurança que estava com seu namorado, porém era só um amigo.

Já na manhã de ontem, ainda de acordo com relatos da suposta vítima, o segurança que franqueou sua entrada aproximou-se e disse que se ela não o acompanhasse para um local afastado da festa iria denunciá-la por não ter pagado a entrada. Com medo de ser agredida, segundo a estudante, acompanhou o segurança até o local onde não havia pessoas. Ele teria ordenado que descesse a calça e nesse momento aconteceu a relação sexual, que ela garante não ter consentido. A jovem afirma, também, que ele não usou preservativo e que antes da conjunção carnal ela foi obrigada a fazer sexo oral no autor do crime. Os abusos sexuais só cessaram depois que o segurança foi chamado no rádio. Ela conta, ainda, que logo em seguida reencontrou a segurança que havia conhecido no começo da festa e foi levada para o banheiro. Posteriormente, o organizador da festa pediu para a segurança sair e permaneceu com ela. Esse organizador, de acordo com a suposta vítima, teria oferecido, insistentemente, cerveja a ela. A jovem alega que bebeu apenas meia lata e que antes havia consumido suco e energético.

Logo, esse organizador se afastou e veio outro, que se ofereceu para levá-la para casa. Então, ela teria dito que ficaria na festa, aguardando seus amigos. Até o fechamento desta matéria, o suposto estuprador não havia sido identificado e muito menos preso.

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