
A Polícia Militar (PM) segue apurando o caso (Foto/Ilustrativa)
Uma adolescente de 13 anos denunciou suposto estupro por parte de um colega de escola, no bairro Silvério Cartafina, em Uberaba. No entanto, segundo boletim de ocorrência registrado, a jovem teria dado duas versões dos fatos. A Polícia Militar (PM) segue apurando o caso.
Conforme o boletim, a polícia foi acionada no Hospital de Clínicas da UFTM, onde a mãe da jovem deu entrada dela como vítima de violência sexual. Em contato com a responsável da menina, esta relatou aos militares que recebeu uma ligação do vice-diretor da escola municipal no bairro Cartafina, solicitando que comparecesse ao local para repassar informações sobre a filha, orientá-la a procurar atendimento médico e a registrar boletim de ocorrência policial.
A vítima relata que combinou de sair com o colega de escola, de 14 anos, na tarde de quinta-feira (30) e que após encontrá-lo, o suspeito teria a levado a um terreno baldio, em meio a um matagal, próximo à casa da vítima, no bairro Vila Esperança. A jovem alega que, em determinado momento, o suspeito, contra sua vontade, retirou suas vestes.
A menina afirma em registro policial que pediu para o jovem parar, porém, após retirar suas vestes, o menino teria começado a passar as mãos em seu corpo e teria tentado consumar a penetração, mas não conseguiu. O jovem ainda teria forçado a vítima a fazer sexo oral nele, segundo a primeira versão dela. Após consumar o estupro, o suspeito teria se deslocado com a vítima até a porta de sua residência e ido embora.
De acordo com o boletim, a vítima relata também que no dia seguinte ao ocorrido, o suspeito teria saído comentando com vários colegas da escola que havia feito sexo com a mesma, deixando-a constrangida. A menina teria se queixado com colegas de classe que o jovem forçou sexo contra a sua vontade e que, após a diretoria tomar conhecimento do ocorrido, entrou em contato com sua genitora.
Foi feito contato com a diretora da escola e, segundo ela, teria tomado conhecimento do caso. Entretanto, em conversa com a jovem, ela foi informada de que o ato foi consensual e que acionou a assistente social para solucionar a situação. Também foi feito contato com o garoto de 14 anos, que negou os fatos.
A reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação em busca de um posicionamento perante ao caso. Segundo a pasta, a secretaria tomou ciência dos fatos após ser acionada pela direção da unidade de ensino, e está oferecendo o devido suporte à aluna e família, por intermédio da Seção de Assistência ao Educando.