POLÍCIA

Mãe é presa por tortura após ser filmada agredindo filha de sete anos em Montes Claros

O ex-marido da mulher também foi preso e alegou não ter socorrido a menina por ela não ser filha dele

Publicado em 15/04/2020 às 08:30Atualizado em 18/12/2022 às 05:39
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Uma mulher de 25 anos foi presa após ser filmada agredindo a filha, de 7 anos, com um fio de extensão. O crime aconteceu em Montes Claros. As imagens foram feitas pelo ex-marido dela, que também foi preso. A criança levou socos na cabeça além de sofrer lesões na boca, no tórax e na perna.

No vídeo, a mulher aparece bastante agressiva e questionando a filha sobre algo que ela teria pego sem permissão. A criança se recusa a responder e é agredida com golpes de fio e tapas. De posse das imagens, a Polícia Civil fez a prisão em flagrante da mãe por tortura. Já o ex-companheiro dela, que usou o vídeo para forçar uma reconciliação, foi autuado por extorsão e omissão de socorro.

Ele alegou ainda que não socorreu a vítima porque a menina não é filha dele. 

Segundo a polícia, o vídeo foi gravado por volta das 12h desta segunda-feira (13) e o homem usou as imagens para pressionar a mulher a reatar o relacionamento. Os dois se divorciaram há um ano e a Justiça expediu uma medida protetiva que o impedia de se aproximar da ex. Ele confessou que teria ido até a casa para levar leite para dois filhos, frutos do relacionamento com a suspeita. 

A mãe disse à polícia que foi a primeira vez que ela teria agredido a filha, mas a investigação não descarta agressões anteriores e, por isso, vai ouvir vizinhos e familiares. O homem foi levado para o presídio de Bocaiúva e a mulher para Itacarambi.

A menina foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito e ficará sob a responsabilidade provisória de uma tia paterna.

Também em Montes Claros, uma jovem de 19 anos foi presa pela Polícia Civil (PCMG) suspeita de matar seu próprio filho, de 2 anos, com chutes e socos na barriga. A criança morreu no dia 20 de fevereiro após um rompimento em seu intestino.

Segundo a PCMG, logo após o óbito da vítima, foi instaurado um inquérito policial para apurar um suposto homicídio. De acordo com os levantamentos, foi constatado que o menino era submetido a frequentes agressões da mãe, em sua própria casa e em locais públicos.

Em Uberaba, a mãe e o padrasto da menina de quatro anos que morreu no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) com sinais de tiveram o flagrante confirmado pela Polícia Civil, na semana passada.

A PC informou que havia indícios de que a menina era frequentemente maltratada e que a mãe dela, de 22 anos, por omissão, e o padrasto de 23 anos, tiveram participação no crime.

O casal vai responder pelos crimes de tortura, agressão física e psicológica, resultando em morte. A pena pode ser de 8 a 16 anos. Após ser ouvidos pela PC, o casal foi encaminhado, para o presídio de Sacramento, onde ainda permanecia até o fechamento desta matéria.

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