AGRESSÃO

Mãe é presa suspeita de jogar água quente de miojo e agredir filha de 16 anos em MG

Mulher de 46 anos admitiu à Polícia Militar que lançou água fervente sobre a adolescente e disse que pretendia esfaquear outra filha durante discussão familiar

Maria Cecília Almeida/O Tempo
Publicado em 22/05/2026 às 10:50
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Uma mulher de 46 anos foi presa suspeita de agredir a própria filha, de 16, durante uma briga familiar nessa quarta-feira (20/5), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. Segundo a Polícia Militar, a mãe teria jogado água quente de macarrão instantâneo sobre a adolescente, além de agredi-la com socos, tapas, puxões de cabelo e golpes de panela. A vítima sofreu queimaduras leves na perna e na mão direita. 
De acordo com a PMMG, ao chegarem ao endereço, encontraram uma equipe do Samu prestando atendimento às envolvidas. No local, a irmã da adolescente, de 23 anos, contou que as tensões na casa começaram no dia anterior, após uma discussão entre a jovem de 16 anos e o irmão, de 26, motivada pela posse de um ventilador. 

Segundo a testemunha, durante o desentendimento, a mãe passou a xingar os filhos e ameaçou matar a adolescente, dizendo que iria pegar uma faca. Ainda conforme o relato, os próprios filhos esconderam o objeto para evitar algo mais grave. 

A irmã afirmou ainda que a adolescente frequentemente era ameaçada de expulsão da residência pelo irmão, que ajudava a pagar o aluguel da casa. Na manhã de quarta-feira, a jovem decidiu sair da residência junto com a irmã mais velha e começou a arrumar os pertences. 

Ainda conforme a testemunha, a mãe tentou impedir a saída da filha tomando a mala dela. Quando a adolescente reagiu para evitar que os pertences fossem retirados, a suspeita passou a agredi-la fisicamente com tapas e socos no rosto e na região do tórax. 

Em seguida, segundo o boletim, a mulher pegou uma panela que estava no fogão cozinhando macarrão instantâneo e lançou a água quente e o alimento sobre a filha, atingindo principalmente a perna e o lado direito do corpo da adolescente. 

A agressão continuou logo depois. A suspeita teria utilizado a própria panela para bater na cabeça da filha e puxado os cabelos da adolescente com força. A briga só foi interrompida após a intervenção das irmãs da vítima. 

A irmã relatou ainda que, em outro momento, a mãe abriu a mala da adolescente, jogou as roupas no chão e derramou água e óleo queimado sobre os pertences. Conforme o registro policial, a mulher ainda teria esfregado as roupas no chão e tentado atear fogo aos uniformes escolares da filha usando um isqueiro, mas foi impedida. 

Segundo a irmã, a adolescente ficou exaltada diante da situação, derrubou o fogão no chão e quebrou o tampo de vidro do eletrodoméstico. Ainda conforme o relato, a mãe voltou a aquecer água e ameaçou jogar novamente sobre a filha. Após as agressões, as duas irmãs deixaram a residência e aguardaram a chegada da polícia e do Samu do lado de fora da casa. 

Ao ser questionada pelos militares, a mulher confirmou parte das agressões. Segundo a PMMG, ela admitiu que jogou água quente na filha, atingiu a adolescente com uma panela, puxou os cabelos dela e jogou óleo e água sobre as roupas da jovem. A suspeita também confirmou que, no dia anterior, procurou uma faca dentro da residência com a intenção de esfaquear a filha mais velha, de 23 anos. 

Ainda de acordo com o boletim, a mulher afirmou que faz uso de medicamentos controlados, como carbonato de lítio, quetiapina, diazepam e risperidona, mas disse que não havia tomado os remédios naquele dia. Apesar disso, segundo o Samu, ela apresentava apenas estado de nervosismo e não demonstrava sinais aparentes de alterações neurológicas agudas. 

A adolescente recebeu atendimento médico no local. Conforme o Samu, ela sofreu queimaduras de primeiro grau na perna e na mão direita, além de relatar dores leves na mão. Após avaliação médica, não houve necessidade de encaminhamento ao hospital. 
Quando os policiais chegaram ao imóvel, ainda havia restos de macarrão, água espalhada pelo chão e cacos de vidro do fogão na residência. 

Diante dos fatos, a mulher foi presa em flagrante e encaminhada à Delegacia de Plantão da Polícia Civil de Patos de Minas. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso. 

Fonte: O Tempo

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